Solidariedade infantil

Hoje a S. acordou um pouco adoentada. Nada de muito grave, em príncipio, mas o suficiente para termos de fazer uma “visita” ao hospital. Enquanto nos preparávamos para sair, o J. não parava de perguntar onde é que nós íamos. Depois de lhe explicarmos que íamos ao “sr. doutor” porque a mamã estava doente, ele responde:

“Vamos todos ao “hopistal”, ao sr. doutor, e vamos levar uma pica na barriga!”.

Moral da história: Se um está doente, todos estamos doentes! 🙂

Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram.” Romanos 12:15

Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.” Gálatas 6:2

De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele.” 1 Coríntios 12:26

Este mundo não é para velhos!

Ontem foi amplamente noticiado em todos os media que o número de idosos abandonados pelas famílias nos serviços de saúde e de prestação de cuidados sociais tem aumentado grandemente no último ano. A justificação imediata é a malfadada crise.

No entanto, as dificuldades financeiras não podem justificar tais atitudes. A falta de dinheiro não explica a falta de amor, de respeito, de dedicação, da honorabilidade devida a quem dedicou a vida a fazer de nós aquilo que somos. Não explica por que não se visitam os pais que estão nos lares de acolhimento. Não explica a “terapia do silêncio” a que muitos estão sujeitos mesmo em suas casas. Não explica os abusos físicos, emocionais e psicológicos a que são submetidos.

A degradação do conceito de família em muito tem contribuído para este estado de coisas. Hoje há famílias para todos os gostos: as tradicionais, monoparentais, partilhadas, remix,  em regime de visita, monossexuais. Quando não é possível ter uma estrutura elementar de organização familiar estável e sadia, onde seja possível ensinar valores de respeito pela vida humana, não podemos esperar que haja comportamentos que dignifiquem a família.

A sociedade olha para os mais velhos como um estorvo. Não servem para trabalhar, e no entanto, têm uma vastíssima experiência profissional adquirida. Não servem para aconselhar, porque apesar da vida os ter feito sábios são tidos como incapazes de perceber as novas realidades. Não servem para educar, porque não se encaixam nos novos modelos de família. E, quando finalmente começam a precisar de cuidados, são lançados fora como “coisas” inúteis.

Que perversão dos propósitos divinos!

“Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião; e temerás o teu Deus. Eu sou o SENHOR.” (Levítico 19:32)

“A glória do jovem é a sua força; e a beleza dos velhos são as cãs.” (Provérbios 20:29)

Se hoje ensinamos pela prática os nossos filhos que é legítimo tratar assim os velhos e os pais, como esperamos que eles nos mostrem o respeito que lhes exigimos? E, como arrazoaremos com eles amanhã quando nos fizerem o mesmo, ou pior?

Eu seguro-te!

Ah! Ah! Ah! (risos)

– Queres brincar comigo?

– Ah! Ah! Siiiim! Ah!

– Então anda! Vem ao meu colo que eu seguro-te.

……………………….

Hã!?! Saio da cama como um foguete e corro para o quarto dos filhotes. Encontro o J. empoleirado no berço da I., os dois de braços estendidos, prontos a encetar uma tentativa de fuga! 🙂

Não tive coragem de os repreender depois de uma tão bonita demonstração de amor. Veio-me à memória um texto que diz:

“Andem como é digno da vocação com que fostes chamados,
Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor.”
Efésios 4:1,2

As exigências da vida cristã são impossíveis de cumprir totalmente. No entanto, somos constantemente desafiados a viver a nossa vocação, pois para isso fomos chamados. Mas ser

– humilde, não tendo uma consideração exagerada a meu respeito e dando prioridade ao outro

– manso, sendo gentil e de trato fácil, mantendo a minha força e razão sob controle

– paciente, agindo com perseverança, com ponderação em vez de impulsivamente, sofrendo sem me irar

não é fácil. Muito menos quando me é exigido que seja tudo isto enquanto procuro o bem do meu próximo.

– suportando, sustentando, segurando com firmeza a vida do outro, auxiliando nas suas fraquezas, buscando edificar aquilo que está desmoronado.

Cristo é para nós o exemplo perfeito. Humilhou-se sendo o maior de todos. Foi manso tendo todo o poder. Paciente podendo resolver tudo com uma palavra. E suportou uma ira e um castigo que deviam cair sobre nós, para que alcançássemos a Vida.

Apesar de ser um padrão tão elevado e exigente a chave para o alcançarmos é simples. O Amor. Se deixarmos que as nossas vidas sejam inundadas com o Amor perfeito de Deus, estas atitudes tão contrárias à nossa natureza pecaminosa, tornar-se-ão tão naturais e essenciais como o respirar.

É fácil ajudar

O blog apresenta-se hoje com cara lavada (outra vez! 🙂 ),  e com novidades. Inaugurei uma nova página – Biblioteca – onde poderás encontrar informação sobre alguns livros interessantes.

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