O perigo das riquezas :: Devocional

2.Maio :: Provérbios 23:1-5

A Bíblia tem uma linguagem muito gráfica e vívida. O propósito disso é que entendamos melhor aquilo que Deus nos quer ensinar. O texto de hoje é um desses casos. É-nos dado um estranho conselho: põe uma faca à tua garganta! 

Deus fala das riquezas. Do amor que muitos têm a elas. Da cobiça que elas motivam. Do fanatismo avarento em ganhá-las. É fácil cairmos neste pecado. O deus Mamon, o dinheiro e as riquezas, é apelativo. Ouvimos dizer que o dinheiro não traz felicidade, mas que ajuda, ajuda! Talvez por isso estruturemos as nossas vidas em torno de fazer dinheiro. Que fatalidade!

Deus avisa-nos: “Estás a colocar os teus olhos naquilo que não é nada. A fixar a tua segurança em alguma coisa que podes perder repentinamente. E, depois?”

Põe uma faca à tua garganta. Mantém-te atento. Sóbrio. Vigilante. E não deixes que o deus deste século te seduza a colocares a tua confiança em algo que não te pode salvar.

  1. Será que Deus é contra os ricos? Por que é que Ele fala tantas vezes deste assunto?
  2. Qual a tua relação com o dinheiro e as coisas materiais – és tu que as dominas ou elas a ti?

Torre forte :: Devocional

5.Abr :: Provérbios 18:10-11

Li recentemente uma entrevista a Bernard Madoff, o investidor que enganou milhares de pessoas fazendo aplicações de capital fraudulentas num esquema de pirâmide em que uns investidores pagam os lucros de outros. A descoberta desta fraude pôs a nu um buraco de milhões e milhões de dólares que teve repercussões globais. Parte da crise que enfrentamos gerou-se a partir daí.

Muitas pessoas que achavam que tinham o seu futuro assegurado viram-se, de repente, arruínadas. A sua “torre forte” era afinal uma ilusão da sua imaginação.

Deus é a solidez que precisamos para a vida. Porque Ele nunca falha!

  1. Como conciliar o esforço com o nosso trabalho e a riqueza assim produzida com a confiança absoluta que é necessário ter em Deus?
  2. Qual é o perigo das riquezas? Porque é que a Bíblia fala tanto deste assunto, quer com avisos solenes como este, quer com promessas de benção da parte de Deus?
  3. Qual tem sido a tua torre forte? (não me refiro somente à questão do dinheiro).

Perspectiva de eternidade :: Devocional

19.Mar :: Provérbios 11:7

“O que é que invejamos na condição dos ricos? Eles próprios endividados na abundância pelo luxo e pelo fasto imoderados; extenuados na flor da idade por sua licenciosidade criminosa; consumidos pela ambição e pelo ciúme na medida em que estão mais elevados; vítimas orgulhosas da vaidade e da intemperança; ainda uma vez, povo cego, que lhe podemos invejar?

Consideremos de longe a corte dos príncipes, onde a vaidade humana exibe aquilo que tem de mais especioso: aí encontraremos, mais do que em qualquer outro lugar, a baixeza e a servidão sob a aparência da grandeza e da glória, a indigência sob o nome da fortuna, o opróbrio sob o brilho da posição; aí veremos a natureza sufocada pela ambição, as mães separadas dos seus filhos pelo amor desenfreado do mundo, os filhos esperando com impaciência a morte dos pais, os irmãos opostos aos irmãos, o amigo ao amigo: aí o interesse sórdido e a dissipação em vez dos prazeres; o despeito, o ódio, a vergonha, a vingança e o desespero sob a máscara falsa da felicidade. Onde reina tão imperativamente o vício, nunca é demais repeti-lo, não creiamos que a tranquilidade de espírito e o prazer possam habitar. “

Luc de Clapiers Vauvenargues, in ‘Ensaios de Moral e de Filosofia

Uma das grandes ambições do Homem é o acumular de riquezas. Ouve-se dizer que o dinheiro não traz felicidade – facto exposto de forma mordaz no texto acima – mas, que ajuda. É verdade que a vida é mais fácil quando não temos dificuldades financeiras, mas não é assim que se mede a felicidade ou o sucesso. A Bíblia ensina-nos que há maior sabedoria em considerarmos o fim das coisas do que o seu princípio. (Eclesiastes 7:8) Neste ponto, Deus é ainda mais acutilante do que o filósofo: o homem perverso não tem esperança nem nesta vida, nem na eternidade, toda a sua existência é vã, inútil e desperdiçada.

  1. Qual tem sido a maior motivação da tua vida? Qual o objectivo pelo qual mais te esforças?
  2. Esse teu objectivo tem valor eterno?