Os milagres sempre despertam no Homem uma inquietação de alma. Perante o inexplicável as reacções são diversas: espanto, reverência, negação, racionalização. As maravilhas que Jesus operava produziam essa inquietação nas testemunhas. Que homem seria este? Jesus trazia cura para as maleitas do corpo e as doenças da alma. Estas intervenções miraculosas de Jesus contra os efeitos do pecado atraíam seguidores e críticos. No entanto, não eram sinais exclusivos de Cristo. Apesar de Jesus realizar estes milagres com uma simplicidade, periodicidade e autoridade nunca antes vista, outros antes dele operaram curas, expulsaram demónios e até ressuscitaram mortos. No princípio, Jesus curava em segredo, agora fazia-o abertamente. As multidões acorriam a ele com os seus doentes e todos saíam curados. Há um crescendo na actividade sobrenatural de Cristo, e ela atinge um clímax com dois dos mais conhecidos e comentados milagres que realizou: a multiplicação de uns poucos de pães e peixes para alimentar uma multidão de perto de dez mil pessoas, e o desafiar das leis da natureza ao caminhar sobre as águas e ao repreender uma tempestade mortífera. Ficava cada vez mais difícil ignorar este homem. Ou negar a sua unção especial pelo Espírito Santo de Deus.

Noto, porém, que a motivação base de Jesus para realizar os milagres não mudou, apesar da crescente espectacularidade dos mesmos. Jesus não buscava ser aclamado como herói. Ele continuava a recuar perante quaisquer tentativas de o aclamar como líder. Insistia em retirar-se para lugares solitários. Não era a fama que o movia – como provavelmente sucederia com qualquer um de nós com tal poder à disposição – mas, a compaixão. Movido de compaixão, ele curava. Pela mesma compaixão, multiplicava pão para alimentar os famintos. Compaixão que o levou a caminhar sobre as águas para socorrer os discípulos amados no meio de terrível tempestade. Que pureza de coração Cristo demonstrava!

No tipo de milagres que Jesus operou podemos reconhecer a sua vontade e missão para com os Homens. Cura e Libertação. Sustento e Provisão. Salvação e Protecção. Que Salvador maravilhoso! O seu trabalho em nosso favor é sempre bom e desejável. E a sua grandeza é aumentada pelo facto de que tendo Ele tanto poder para mudar as nossas circunstâncias – anulando os efeitos terrenos do pecado, o que para muitos já seria suficiente – Ele escolheu, ainda assim, dar a Sua vida na cruz, para que os benefícios para nós não fossem apenas terrenos e transitórios, mas espirituais e eternos!

Perante tais sinais é coisa estranha que tantas vezes desconfiemos de Cristo. Aconteceu o mesmo com os discípulos. Quando instruídos a alimentar a multidão, duvidaram. Quando cruzavam o lago no barco, duvidaram. A dúvida corrói a fé gloriosa que a visão do Cristo Redentor, Provedor e Protector produz na nossa alma. A boa notícia para nós, é que Ele ajuda à nossa falta de fé. Os discípulos, mesmo tendo dúvidas, agiram sobre a palavra de Jesus e trouxeram os poucos pães e peixes, e distribuíram-nos pela multidão. A sua pequena e frágil fé revestida pela obediência valeu-lhes uma porção dobrada: cada um dos doze discípulos teve um cesto cheio de comida! No meio da tempestade de ventos, chuvas, ondas e dúvidas, ainda encontraram forças para clamar: “Senhor, salva-me!”.

No fim de todos estes desafios à sua fé, exclamaram rendidos: “Verdadeiramente tu és o Filho de Deus!”.

E tu, o que vais fazer deste Jesus?

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