As nossas estradas estão cheias de sinais de trânsito. Eles são fundamentais para uma circulação segura de pessoas e veículos. Os sinais alertam para as regras, trazendo à memória e confirmando aquilo que nos foi ensinado. Há diferentes atitudes que podemos assumir perante os sinais. Podemos reconhecer o sinal, entender o seu significado, e ignorarmos ou não nos preocuparmos com as indicações. Estes são os descuidados. Podemos deliberadamente desobedecer e rejeitar a autoridade do sinal. Estes são os rebeldes. Qualquer uma destas atitudes, embora diferente nas suas motivações, produzirá o mesmo resultado: desobediência e castigo. Mas, há uma outra atitude. Podemos ver o sinal, e, mesmo não entendendo bem o seu significado, procurarmos obedecer. Podemos questionar alguém, indagar junto de um agente de autoridade, acatar a instrução e obedecer.

Os fariseus e os saduceus aproximaram-se de Jesus questionando-o acerca dos sinais. Apesar da sua atitude parecer apropriada, Jesus sabia que a sua intenção não era. Muitos sinais e maravilhas haviam sido feitos e nenhum deles tinha servido para confirmar a missão de Jesus para estes homens religiosos. A acção de Jesus assentava em dois pilares: ensino e milagres. O propósito dos últimos era confirmar a autoridade daquilo que Jesus ensinava. O problema dos religiosos daqueles dias – e dos nossos também – era que o ensino de Jesus chocava com as suas próprias convicções e conveniências. E, por isso, eles se recusavam a aceitá-lO.

Jesus responde com um enigma. O sinal do profeta Jonas. A correcta interpretação dos sinais vem da observação sistemática de causa-efeito. É assim que prevemos o tempo. Estes religiosos eram homens experimentados nas Escrituras e Profecias. Eles eram os mestres que ensinavam o resto do povo. O que Jesus estava a dizer-lhes é que eles deveriam interpretar as Escrituras da mesma maneira que interpretavam o tempo: observando os sinais antigos, as profecias, e procurando reconhecer os seus efeitos e cumprimento ao longo dos tempos. Esses sinais apontariam claramente para Cristo. E o derradeiro desses sinais seria o do profeta Jonas. Se eles fossem honestos e sinceros diante de Deus entenderiam o seu significado.

Diferente atitude tiveram os discípulos. Eles também não foram capazes de interpretar bem os sinais de Jesus. Mas, ao contrário dos fariseus e saduceus, não foi por causa da dureza de coração. Estes homens simples, alguns pouco instruídos, estavam a aprender. E, Jesus quis ensiná-los acerca da maneira certa de fazer isso. Falou-lhes de fermento. Eles confundiram tudo e pensavam que Jesus estava a dar-lhes um ralhete. Jesus lembrou-lhes sinais que eles tinham testemunhado para demonstrar que a sua preocupação não era, como a deles, material e mundana, mas antes, espiritual e eterna.

Para interpretarmos bem os sinais que Deus coloca à nossa vida precisamos guardar-nos de tudo o que possa contaminar a nossa abertura e disponibilidade para aprender. O pecado, as conveniências, as tradições, o orgulho, a presunção, a excessiva auto-confiança são como o fermento. Têm uma presença invisível no modo como nos relacionamos com Deus e a Sua Palavra. Mas, apesar de invisível, os seus efeitos não tardarão a sentir-se, como o fermento que leveda toda a massa.

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12 thoughts on “Mateus, capítulo 16, versículos 1-12

  1. EU SINCERAMENTE NAO ENTENDI MUITO A PARTE DO FERMENTO COMO ESTOU COMECANDO A LER LIVRO DO ESPIRITISMO ENTAO AINDA TENHO MUITO QUE FAZER PERGUNTAS . QUERO MODIFICAR MINHA VIDA MEU MODO DE VIVER MELHOR PRA COM DEUS . E ATE COM AS MINHAS FILHAS COMO O LIVRE ABRITIO. O MAMON/E DEUS

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    1. ana
      não misture INTERPRETE a palavra de nosso Deus com um livro espirita, vc irá se confundir pois o que o espiritismo ensina vai contra a verdadeira palavra.
      A paz de Deus

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    1. Cara Ione,
      Agradeço o seu comentário. Ao colocar a sua dúvida demonstra que tem vontade de aprender, como os discípulos referidos no texto. Vou tentar dar uma explicação melhor.
      Os fariseus, que eram homens muito religiosos, faziam muitas perguntas a Jesus. Mas, a intenção deles não era aprender. Eles apenas queriam apanhar Jesus numa contradição. Tudo o que Jesus dissesse que fosse contra as suas tradições ou ideias era imediatamente rejeitado. Por isso, quando eles pedem mais um sinal a Jesus ele recusa-se a dá-lo.
      Os discípulos, que eram homens simples, nem sempre entendiam o que Jesus ensinava, mas tinham uma vontade sincera de aprender. E, por isso, Jesus ensinava-os com paciência. Nesta ocasião ensinou-lhes que o pecado escondido é como o fermento colocado na farinha. Podemos não ver que ele está lá mas, mais cedo ou mais tarde, ele vai mostrar-se, pois não pode ser escondido para sempre.
      Espero tê-la ajudado.
      Oro para que o Senhor a abençoe a si e aos seus.

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      1. Gostei muito da sua explicação 👏👏👏👏👏👏👏 Apesar que eu já tinha compreendido , mesmo assim ótima explicação .

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