27 Passadas estas coisas, saindo, viu um publicano, chamado Levi, assentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me!
28 Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu.
29 Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa.
30 Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores?
31 Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.
32 Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.
Lucas 5:27-32

Jesus, quando confrontado com uma acusação difícil, dividiu os seus ouvintes em dois grupos. As características essenciais desses dois grupos separavam-nos irremediavelmente. A uns apelidou de sãos ou justos, a outros de enfermos ou pecadores.

Se fosse dado a escolher a cada um o grupo a que havia de pertencer, estou certo que a maioria, se não mesmo todos, escolheriam fazer parte do primeiro – os sãos e justos. Mas é precisamente a estes que Jesus dirige a maior crítica – estes não necessitam de coisa nenhuma! No mundo de hoje, é difícil perceber como é que esta declaração se pode fazer crítica audaz. O objectivo de tudo quanto fazemos é atingir esse patamar em que podemos descansar naquilo que alcançamos e gozar os benefícios que daí vêm. No entanto, para Deus, e no que concerne a salvação da nossa alma isso nada aproveita. Pode aliás ser muito prejudicial. Lembremo-nos da parábola do lavrador que após a sua grande colheita descansou nos seus feitos, mas o Senhor o advertiu dizendo: “Louco, esta noite pedirei a tua alma e o que tens para quem será?” (Lc. 12:21)

Para Deus nenhum de nós é são ou justo. (Rm 3:10-12,23; Rm 5:6-8; Fp 3:9) Por isso, quando assim nos consideramos estamos longe de poder ser salvos por Ele. O primeiro passo para vermos a nossa vida transformada pelo Senhor é reconhecer a nossa necessidade de sermos salvos. Mas ao invés de tomarmos esta atitude de humildade diante do Senhor, procuramos por todos os meios branquear aquilo que fazemos para aliviarmos as nossas consciências acusadoras.

Jesus veio para os enfermos e pecadores. Aqueles que têm necessidade de Deus e reconhecem essa necessidade nas suas vidas. Aqueles que desistem de procurar alcançar o estatuto de independência de Deus. Aqueles que reconhecem a sua incapacidade para salvação. A esses Jesus veio chamar. Isto não significa que Jesus não veio para todos, e não ama a todos, e não deseja salvar a todos. Significa apenas que essa vinda, amor e oferta de salvação e perdão só é eficaz naqueles que a recebem.

Deus tem um chamado para todo o homem. É um chamado a viver segundo os seus propósitos. Ele chama para:

  • Arrependimento (Lc. 5:32) – não há qualquer possibilidade de relacionamento com Deus sem um verdadeiro e sincero arrependimento. O arrependimento é o reconhecimento da culpa (pecado) e um forte desejo de mudança. O arrependimento diante de Deus implica que O reconhecemos como a parte ofendida e a capaz de fazer restauração. O arrependimento significa que desejamos e sentimos necessidade dessa reconciliação.
  • A Paz (Rm.5:1; 1 Cor. 7:15) – O arrependimento traz perdão, e este traz paz. Paz com Deus, Paz de Deus, e paz com os outros. Uma vida resolvida, sem conflitos, sem invejas, cobiças, malícias, inseguranças e dúvidas que nos roubam o gozo de viver.
  • Filhos (1 Jo. 3:1) – Tendo o nosso conflito com Deus resolvido, a nossa restauração é total, ao ponto de sermos agora filhos de Deus. Não estamos mais sós. Não precisamos enfrentar as dificuldades na nossa fraqueza. Não duvidamos mais que somos amados incondicionalmente. Somos filhos.
  • O Seu reino e glória (1 Ts. 2:12) – quando somos salvos tudo se faz novo para nós e a nossa vida ganha um novo significado. Entramos no reino de Deus – para viver segundo as suas regras – e chegamos à glória – para vivermos de um modo digno de Deus.
  • Santificação (1 Ts. 4:7) – o desafio é largar o antigo modo de vida que era contrário a Deus, e esforçarmo-nos por purificar, renovar e transformar a nossa mente, coração e corpo, para serem agradáveis ao Senhor.

Vamos dar ouvidos à voz do Senhor?

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Clique para ler ou descarregar O chamar de Deus.pdf

 

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