8  E ao anjo da igreja que está em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu:
9  Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.
10  Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
11  Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte.
(Ap.2:8-11, JFA, RCF)

Vivemos tempos perigosos. As nossas vidas e fé estão a ser postas à prova pela grave crise económica aparentemente sem solução que traz consigo desemprego e instabilidade social, pelos desastres naturais que matam aos milhares, e pela mudança de padrões morais que se opõem às nossas convicções. Talvez ainda não tenhas valorizado isso, mas se tens um compromisso sério com a tua Fé encontrarás todo o tipo de oposição. Ainda esta semana um Pastor do Reino Unido foi preso por afirmar que, segundo a Bíblia, a homossexualidade é pecado. A tão badalada tolerância e liberdade religiosa está a ser usada para perseguir e silenciar a voz da Verdade. O mote parece ser: “Tolerância para aqueles que pensam como nós.”. A recente proibição do uso de véu pelas mulheres muçulmanas é outro exemplo disso.

Deus nunca escondeu que há um preço a pagar por aqueles que querem ser discípulos. Jesus fala em tomar a cruz, em perseguição e rejeição pelo sistema do mundo. E avisa-nos que nos últimos dias será ainda pior, a ponto de perguntar: “Quando voltar, acharei fé na terra?”

A mensagem não é nova. No primeiro século, no início da Igreja, os desafios à Fé eram muitos. No último livro da Bíblia, Jesus oferece uma mensagem de esperança, encorajamento e perseverança à Sua Igreja. Ele coloca o foco nele mesmo e na sua Vitória final. E à Sua Igreja escreve 7 cartas com recomendações para o sucesso. Hoje falaremos de Esmirna.

Esmirna era uma cidade próspera. O abundante comércio tornava-a  famosa entre os seus vizinhos. Havia uma grande comunidade judaica e alguns cristãos também. Mas apesar de estar instalada numa cidade rica a igreja era pobre e perseguida. Os judeus da sinagoga oprimiam os judeus e forçavam-nos a uma espécie de gueto. Imagino família sendo divididas, lojas tendo de fechar por falta de clientes, empregos perdidos, reputações destruídas. Não era uma vida fácil a de um cristão em Esmirna. Jesus envia uma mensagem a estes irmãos sofredores. “Sejam fortes!”, diz Ele. Esta mensagem é ainda de importância vital para nós hoje. Vamos considerá-la.

A perspectiva correcta

A primeira coisa que Jesus lhes diz é: “Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu.” Jesus começa com uma declaração impressionante acerca de quem Ele é – Ele é tudo! É o primeiro e o último, o princípio e o fim. Não há ninguém maior do que Ele, mais poderoso do que Ele ou mais vitorioso do que Ele. E embora agora eles estejam a enfrentar grandes dificuldades por causa da sua fé nEle, no fim serão vitoriosos. E a razão desta esperança está ancorada na cruz – Ele deu a Sua vida por eles e tornou a tomá-la e agora está Vivo para ser Salvador e Senhor.

Precisamos renovar a nossa perspectiva da Vida e agarrar-nos àquilo que realmente interessa. Tal como o autor da carta aos Hebreus disse: “(…)deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta. Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.” (Hb.12:1-2, JFA, RCF)

A confiança necessária

“Eu conheço (…)” Muitas vezes sentimo-nos abandonados, até por Deus. Os discípulos sentiram-no. O rei Davi sentiu-o. Jonas sentiu-o. Jó sentiu-o. É a nossa fraqueza que nos leva a duvidar das promessas e do amor de Deus. Mas, Ele está sempre presente, sempre no controlo e cuidando de nós.

Ele conhece as nossas obras. O que fazemos não Lhe passa despercebido. Bom ou mau Ele sabe. Ele conhece a nossa tribulação. Estamos a ser colocados à prova e Ele está a ajustar a pressão à medida das nossas capacidades. Ele conhece a nossa pobreza. Há um preço a pagar mas, Ele está a recompensar-te além do que perdeste. Ele conhece todos os planos contra ti. Ele não será surpreendido.

Em tudo isto há conforto. As minhas circunstâncias podem não ser o que eu desejei mas posso descansar no facto de saber que Deus sabe exactamente onde me encontro e do que preciso e Ele não falhará.

O chamado à perseverança

Por vezes quando vamos visitar os meus pais – é uma viagem de 40 min. – os filhos ficam impacientes. O João, mais velho, começa a perguntar a cada minuto: “Já chegamos?” Se tens filhos sabes do que eu estou a falar. A sociedade de hoje está a tornar-nos cada vez mais impacientes. Quando queremos alguma coisa queremos tê-la já. Somos incapazes de perseverança. Mas é precisamente isso que Deus pede de nós.

“Sê fiel até à morte” não parece ser muito encorajador. Queremos ser salvos agora. Queremos triunfar agora. Queremos ser libertos do mal agora. Mas Deus diz: “Aguenta!”. “Aguenta?”, perguntamos nós, “Até quando?”.

Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. “ (Ap.2:10, JFA, RCF)

“Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado.” (Hb.12.4, JFA, RCF)

Precisamos defender e guardar a nossa Fé por tanto tempo e até onde for preciso.

A promessa de recompensa

Não podemos negar que isto é difícil. É. Muito. Mas o pedido de Deus não é inconsequente. Escolher Deus e assumir essa escolha aconteça o que acontecer irá mudar as nossas vidas mais do que qualquer outra escolha que façamos. O resultado final é Vida. “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” Vida como nunca conhecemos. Vida abundante e eterna. Vida que vale a pena viver. A Sua Vida fluindo em nós e tranformando-nos à Sua imagem, santos e justos, para sempre.

É tudo uma questão de avaliar os beneficios e os custos da nossa escolha. E se temos a perspectiva correcta acerca da Vida e das coisas não poderemos escolher mais nada senão a Cristo.

Precisas colocar a ti mesmo estas questões:

Estou preparado para defender a minha fé?

Estou preparado para ser deixado de lado, prejudicado e magoado por amor de Cristo?

Estou eu a construir sobre o alicerce certo?

Que Deus te mostre a verdade do teu coração e te transforme segundo a Sua vontade. Deus te abençoe.

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Clique para ler ou descarregar Perigos pela Fé.pdf

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