Jesus, o desejado das nações

10.Dezembro :: Jesus, o desejado das nações

Desde a Queda que a criação anseia por redenção. Se a soberania amorosa de Deus pareceu castradora a Adão e Eva, uma vez experimentada a escravidão humilhante e destrutiva do pecado, o Homem tem buscado libertar-se dos grilhões pesados e inflamados que o puxam para a ruína eterna.

Desde a Queda que Deus oferece redenção. As promessas feitas aos primeiros pais foram-se revelando ao longo da História e caminhando para o clímax perfeito da obra que Deus havia de realizar para restaurar o Homem. Quando Deus escolheu dentre todos os homens, um, Abrão, para mostrar ao mundo o Seu propósito fez-lhe uma promessa enigmática:

Então o Senhor disse a Abrão: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei.

“Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção.

Abençoarei os que o abençoarem, e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados“. (Gênesis 12:1-3)

Como poderia este homem, um desconhecido pastor de Ur, ser a benção de toda a terra? Mais tarde, quando se dispôs a sacrificar o seu filho Isaque num altar ao Senhor, Deus renovou a Sua promessa dizendo:

“Juro por mim mesmo”, declara o Senhor, “que por ter feito o que fez, não me negando seu filho, o seu único filho, esteja certo de que o abençoarei e farei seus descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar. Sua descendência conquistará as cidades dos que lhe forem inimigos e, por meio dela, todos povos da terra serão abençoados, porque você me obedeceu”. (Gênesis 22:16-18)

Deus revelava que não apenas Abraão seria uma benção, mas também a sua descendência seria benção para toda a terra. Muito tempo mais tarde, através do profeta Isaías ficamos a saber que:

Um ramo surgirá do tronco de Jessé, e das suas raízes brotará um renovo.

O Espírito do Senhor repousará sobre ele, o Espírito que dá sabedoria e entendimento, o Espírito que traz conselho e poder, o Espírito que dá conhecimento e temor do Senhor.

E ele se inspirará no temor do Senhor. Não julgará pela aparência, nem decidirá com base no que ouviu;

mas com retidão julgará os necessitados, com justiça tomará decisões em favor dos pobres. Com suas palavras, como se fossem um cajado, ferirá a terra; com o sopro de sua boca matará os ímpios.

A retidão será a faixa de seu peito, e a fidelidade o seu cinturão.

O lobo viverá com o cordeiro, o leopardo se deitará com o bode, o bezerro, o leão e o novilho gordo pastarão juntos; e uma criança os guiará.

A vaca se alimentará com o urso, seus filhotes se deitarão juntos, e o leão comerá palha como o boi.

A criancinha brincará perto do esconderijo da cobra, a criança colocará a mão no ninho da víbora.

Ninguém fará nenhum mal, nem destruirá coisa alguma em todo o meu santo monte, pois a terra se encherá do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar.

Naquele dia as nações buscarão a Raiz de Jessé, que será como uma bandeira para os povos, e o seu lugar de descanso será glorioso. (Isaías 11:1-10)

Ainda sem entendermos muito bem o que Deus faria agora sabemos que tantas gerações depois, Deus ainda mantém a Sua promessa. Um descendente de Jessé (também ele descendente de Abraão) viria cheio do Espírito para trazer redenção a toda a Terra. O desejado das nações traria finalmente o descanso.

Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão:

Abraão gerou Isaque; Isaque gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos;

(…)

e Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, cuja mãe tinha sido mulher de Urias;

(…)

e Jacó gerou José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.

Assim, ao todo houve catorze gerações de Abraão a Davi, catorze de Davi até o exílio na Babilônia e catorze do exílio até o Cristo.

Foi assim o nascimento de Jesus Cristo (Mateus 1:1-18)

Quando Jesus Cristo nasceu o propósito de Deus ficou ainda mais perto de se cumprir. E, pela Sua vida perfeita, morte expiatória e ressurreição gloriosa Deus atesta ao mundo inteiro que é em Jesus Cristo que há salvação. Ele é O desejado. A descendência de Abraão que abençoaria todas as nações da Terra.

“De fato, todos os profetas, de Samuel em diante, um por um, falaram e predisseram estes dias.

E vocês são herdeiros dos profetas e da aliança que Deus fez com os seus antepassados. Ele disse a Abraão: ‘Por meio da sua descendência todos os povos da terra serão abençoados’.

Tendo Deus ressuscitado o seu Servo, enviou-o primeiramente a vocês, para abençoá-los, convertendo cada um de vocês das suas maldades“. (Actos 3:24-26)

Isso para que em Cristo Jesus a bênção de Abraão chegasse também aos gentios, para que recebêssemos a promessa do Espírito mediante a fé. (Gálatas 3:14)

Assim também as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. A Escritura não diz: “E aos seus descendentes”, como se falando de muitos, mas: “Ao seu descendente”, dando a entender que se trata de um só, isto é, Cristo. (Gálatas 3:16)

E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa. (Gálatas 3:29)

A salvação por que anseias está em Jesus Cristo. Glória a Deus por que manteve fiel a Sua promessa e nos trouxe o Salvador, para desfazer os grilhões do pecado, da morte e do juízo e nos conduzir ao descanso na Casa do Pai.

Jesus, o cumprimento da promessa :: Devocional

2.Dezembro :: Jesus, o cumprimento da promessa

O patriarca Abraão recebeu de Deus uma promessa grandiosa:

“E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti.” (Gênesis 17:7)

O cerne dessa promessa não eram as coisas que Abraão receberia, mas o privilégio de conhecer Deus. Num mundo que compete por propriedade, estatuto e riquezas esta é uma promessa radical. Conhecer Deus, isto é, relacionar-me com Ele racional e emocionalmente de um modo profundo e transformador é o alvo maior da vida. Tudo o resto precisa ser submetido a esta prioridade máxima. Por isso, quando Deus requer de Abraão a coisa mais preciosa que tinha, o seu filho Isaque, também ele o cumprimento de uma promessa, Abraão consente, e num exercício notável de fé sobe ao monte para oferecer o seu próprio filho ao Senhor, dizendo:

“Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos.” (Gênesis 22:8)

Muitos anos mais tarde, um homem de Deus chamado João Baptista disse, guiado pelo Espírito Santo, acerca de Jesus:

“No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29)

E, em Gálatas, Paulo explica-nos que as promessas que Deus fez a Abraão alcançam plenitude em Cristo, e de Cristo a todos o que nEle crêm.

“Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo.” (Gálatas 3:16)

Uma aliança firmada entre nós – os que cremos – e Deus, de O conhecermos, e sermos Seu povo e Ele nosso Deus eternamente.