Amor fraternal

Amor fraternal

Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro. (1 Pedro 1:22)

Hoje, as meninas foram buscar o J. à escola. Enquanto aguardavam do lado de fora dos portões, a sua impaciência crescia. Olhavam para todos os lados tentando encontrar o irmão. Foram elas as primeiras a vê-lo e a gritar o seu nome!

Os olhos do J. brilharam com a surpresa. Correu. Lançou-se num abraço. Como se não se vissem há anos! E, seguiram o caminho de mãos dadas, conversando e partilhando o coração.

Sou grato a Deus pelo privilégio de fazer parte desta teia de afectos. Enquanto os observava, apercebi-me que estava perante uma parábola de como viver a Igreja. Na Palavra, aprendemos que somos corpo de Cristo, edifício de Deus e, família de Deus. Cada uma destas imagens ajuda-nos a entender o modo como devemos relacionar-nos com Deus e com os outros crentes.

Deus, em Cristo, é sempre a Cabeça, o Alicerce, o Pai de todos. Mas, nós, os seus santos, estamos em igualdade, dependência e comunhão uns com os outros. É preciosa a maneira como, em Cristo, podemos considerar-nos uns aos outros: irmãos.

Os irmãos têm as suas diferenças. As suas zangas. Conflitos de opinião. Vontades divergentes. Emoções exageradas. Mas, o vínculo que os une não pode ser quebrado. Em face de tais dificuldades, somente quando entregues à direcção do Espírito Santo, e comprometidos à obediência à Palavra da Verdade, florescerão em Amor puro e não fingido uns para com os outros.

O Amor é coisa difícil. Tem menos a ver com as emoções do que com a escolha e o compromisso com o outro que se assume continuamente. O poder para fazer tal escolha vem de Deus, a fonte de todo o Amor. Quanto mais amares a Deus, mais amarás o teu irmão. Onde falta amor para com o irmão, faltou primeiro amor ao Senhor.

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Indiferença

Indiferença

“O que me assusta não são as acções e o gritos das pessoas más, mas a indiferença e o silêncio das pessoas boas.” (Martin Luther King, Jr.)

Na passada terça-feira, na IEAveiro, ouvimos falar de Jonas.
Jonas conhecia a Deus. Ele era um servo de Deus, um profeta. Mas, o seu coração estava completamente endurecido para a miséria dos que estavam à sua volta. Do alto das suas bençãos e conforto, ele desprezava todos os que não estavam com ele.
Uma inquietante pergunta surge no ar:

“Sou eu diferente de Jonas?”

O clamor à nossa volta faz-se ouvir:

“Como podes ficar aí a dormir? Levante-te e clama ao teu deus! Talvez ele tenha piedade de nós e não morramos”.
(Jonas 1:6)

Não feches nem os teus ouvidos, nem o teu coração, nem as tuas mãos. Vai e sê uma benção!