A glória de Deus – parte III: Graça, Misericórdia e Juízo

Tenho três crianças pequenas em casa. A maior parte do tempo eles esforçam-se por afirmar a sua individualidade. A R., a mais pequena dos três, agora com 3 anos, anda há um ano a dizer: “Eu sou gande. Eu não sou pequenina, eu sou gande“. A sua necessidade de afirmação perante os irmãos mais velhos é tão forte que ela não tolera ser tratada como a bebé que é. Nesse esforço de afirmação pessoal as crianças estão muitas vezes na “fronteira da legalidade”. Algumas vezes descaradamente, outras com hábil subtileza, tentam ultrapassar os limites que lhes são impostos pelos pais. É neste fio de navalha que muitas vezes balança o processo educativo e formativo.

Os pais, como educadores que são, e amando os filhos com um amor incondicional, estabelecem limites e valores que sabem ser no melhor interesse das crianças. Estas, por seu lado, olham para esses limites como uma restrição intolerável à sua liberdade. Criança: “Mas, porque é que não me deixas estar? Nunca posso fazer nada“! Pai: “Porque correr em cima de um muro alto não me parece ser muito boa ideia!” A disciplina imposta pelos pais tem vários propósitos:

  1. Proteger o filho dos perigos. As crianças não são capazes de avaliar bem os perigos e consequências das suas acções. Por essa razão os pais proíbem determinados comportamentos para a sua segurança. Isto não é estragar a diversão. É uma prova de Amor.
  2. Garantir as melhores condições de desenvolvimento. Comer os vegetais, deitar cedo, tomar banho, ir à escola e fazer os TPC pode não parecer a melhor coisa do mundo, mas, um crescimento saudável só é possível quando fazemos estas coisas detestáveis. Esta também é uma prova de Amor.
  3. Preparar para o futuro. Ensinar a ser responsável, verdadeiro, bom amigo, confiável, humilde, paciente, perdoador, altruísta, compassivo, fiel exige um grande esforço educativo dos pais – por palavras e, mais importante, por exemplo. Mas, essa disciplina criará adultos equilibrados emocional e psicologicamente, capazes de amar o próximo, sábios em lidar com as frustrações e prontos a passar à geração seguinte os valores éticos e morais que receberam dos seus pais.

Deus também revela o Seu carácter e as suas intenções para nós quando nos disciplina. Quando falo de disciplina não quero significar a dimensão correctiva e/ou punitiva da acção. Disciplinar é muito mais do que isso. É ensinar e instruir. É conformar às regras – àquilo que é correcto, justo e verdadeiro. É trazer ordem ao caos.

Embed from Getty Images

 

Tal como as crianças nós nem sempre apreciamos este trabalho de Deus. Tal como os pais o Senhor planeia amorosamente o melhor para nós. As acções reflectem o carácter e o que está no coração. Por vezes, os pais perdem a paciência com a rebeldia dos filhos. Gritam. Explodem. Amesquinham. Batem violentamente. Tudo isso vem da frustração acumulada e de um carácter falho. E, Deus? Como é que Ele reage à nossa desobediência obstinada e a rebeldia arrogante dos nossos corações?

Se as acções reflectem o carácter, então, a reacção de Deus é cheia da Sua glória. Para entendermos melhor vamos considerar o texto de Isaías 1.  Não esqueças que caminhamos para a Resolução 268, a decisão que afectará mais profundamente o teu relacionamento com Deus e o teu posicionamento no Mundo. Por isso, vamos começar a familiarizar-nos com o contexto.

Deus levantou Isaías como profeta em tempos conturbados. A nação de Israel tinha-se dividido em duas após a morte de Salomão. O Reino do Norte, conhecido por Israel, composto por dez tribos. E, o Reino do Sul, conhecido por Judá, composto pelas restantes duas. Seguindo a obstinação dos seus reis ambos os reinos se desviaram do Senhor, embora o Reino de Judá experimentasse reavivamentos sucessivos por influência de alguns bons reis.

Quando Isaías começa o seu trabalho de profeta o Reino de Judá estava numa situação difícil. A inimizade entre os dois reinos irmãos colocava-os em guerra permanente, e agora, o rei Peca, do reino de Israel fez uma aliança com o rei da Síria, Rezim, para juntos destruírem a Judá. (Is.7:1) A razão deste perigo militar era maior do que a rivalidade entre eles ou a ânsia de poder da Síria. Na base de tudo estava o plano soberano de Deus para disciplinar o Seu povo.

Desde há muito tempo Deus falava ao povo. Considera o que Deus lhes dizia:

  1. Deus expôs o pecado deles (Is.1:1-15). Deus acusa-os de rebelião, falta de entendimento, iniquidade, malfeitorias, corrupção, blasfémia, apostasia e hipocrisia.
  2. Deus convida-os ao arrependimento (Is.1:16-20). Se eles se arrependerem e demonstrarem isso pelos seus actos, Deus será misericordioso e restaurará todas as promessas. A comunhão entre eles será preciosa, como se nunca houvessem pecado.
  3. Deus adverte-os sobre o julgamento (Is.1:20-2:11). Apesar de toda a misericórdia e graça disponível para eles em Deus, se não se arrependessem a única expectativa que restava era a de enfrentar o Juízo e a Ira de Deus. E que grande seria essa ira.

Em toda a reacção de Deus ao pecado do Seu povo nós vemos o resplendor da Sua glória. Ele mostra ser Santo ao não tolerar o pecado deles. Mostra ser Todo-Poderoso, Omnisciente e Omnipresente ao revelar todos os seus pecados, ainda que eles bem se esforçassem por escondê-los. Deus revela toda a Sua Paciência e Longanimidade ao reter a Sua ira e convidá-los ao arrependimento. A Sua Misericórdia, Graça e Amor são o esplendor do Perdão que lhes estende. A Sua Justiça satisfeita na Ira que destrói os inimigos, vindicando assim a sua Santidade que não pode ser beliscada. Que magnífica perfeição divina! Deus mantém-se sempre fiel a si mesmo.

Como é que conhecer a Deus desta maneira influencia o meu relacionamento com Ele e minha visão do Mundo? Duas propostas:

  1. Saber que tudo o que Deus faz na minha vida tem um propósito disciplinar para me conduzir à “estatura perfeita de Cristo” ajuda-me a aceitar a Sua vontade como “boa, perfeita e agradável”.
  2. Saber que Deus é fiel a Si mesmo em tudo o que faz leva-me a aceitar a correcção de Deus com humildade e responsabilidade.

E, tu? Que lições tiras da reflexão de hoje? Partilha nos comentários ou através do Facebook.

Anúncios

Combinação perfeita

Esta manhã ao chegar ao consultório iniciei o computador. Como sempre, uma das primeiras páginas que visitei foi a Bíblia Online. Todos os dias há dois versículos em destaque sobre os quais medito e normalmente acabo a partilhar. Hoje, encontrei estes:

Versículos

Assim que li pensei: “Que combinação perfeita!” Deixa-me explicar.

Na nossa caminhada com Deus dependemos constantemente das Suas misericórdias. Se não forem elas seremos consumidos. Mas, a segurança da Graça de Deus para connosco não nos conduz a uma vida desregrada. Pelo contrário. Tendo provado do Amor de Deus desejamos em tudo agradar-Lhe, e esforçamo-nos para ser por Ele aprovados. É a combinação perfeita entre a Obra de Deus por nós e em nós, e a responsabilidade que temos perante Ele de sermos santos como Ele é Santo.

Que Deus nos ajude!

 

Jesus, o rejeitado dos Homens :: Devocional

14.Dezembro :: Jesus, o rejeitado dos Homens

É incrível como uma notícia pode ser recebida de modo tão diferente pelas pessoas. A vitória de um partido nas eleições é celebrada pelos seus apoiantes e desprezada pelos opositores. Uma promoção no emprego é alegria para uma família e inveja para os competidores. O modo como nos posicionamos perante as circunstâncias determina as reacções que elas nos provocam.

A chegada de Jesus, o Messias há tanto tempo prometido, era uma boa notícia.

“E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:
Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.”
(Lucas 2:10-11)

Mas, a novidade não foi motivo de alegria para todos. Os líderes religiosos, os judeus mais fervorosos e fanáticos, que deveriam reconhecê-lo imediatamente pelo cumprimento das profecias, não O aceitaram. Os líderes políticos, como Herodes, viram nEle uma ameaça ao seu poder sobre o povo. E, desde logo, moveram contra Ele intensa perseguição.

Uma das profecias mais negras acerca da vinda do Messias veio pela voz do profeta Jeremias, avisando que antes que viesse o consolo, a libertação e a restauração, haveria choro e lamentação.

“Assim diz o SENHOR: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos; não quer ser consolada quanto a seus filhos, porque já não existem.
Assim diz o SENHOR: Reprime a tua voz de choro, e as lágrimas de teus olhos; porque há galardão para o teu trabalho, diz o SENHOR, pois eles voltarão da terra do inimigo.
há esperança quanto ao teu futuro, diz o SENHOR, porque teus filhos voltarão para os seus termos.”
(Jeremias 31:15-17)

O aviso de Deus cumpriu-se de modo terrível aquando do nascimento de Jesus Cristo.

“Depois que partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e disse-lhe: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito. Fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo“.
Então ele se levantou, tomou o menino e sua mãe durante a noite, e partiu para o Egito,
onde ficou até a morte de Herodes. E assim se cumpriu o que o Senhor tinha dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu filho”.
Quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos magos, ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades, de acordo com a informação que havia obtido dos magos.
Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias:
“Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação; é Raquel que chora por seus filhos e recusa ser consolada, porque já não existem”.”
(Mateus 2:13-18)

Miraculosamente Deus protegeu a José, Maria e Jesus. Não é o Homem que impedirá os planos de Deus. A rejeição de uns não será o prejuízo de todos. Ainda que muitos, pelo seu amor ao mundo, ao dinheiro, ao pecado, rejeitem o Salvador, outros, humildemente O recebem com alegria. O maior impedimento que Deus encontra para salvar o Homem é o coração obstinado do próprio Homem. Essa é a barreira que tu mesmo precisas ultrapassar. Não rejeites a Cristo.

Jesus, a Luz da manhã

13.Dezembro :: Jesus, a Luz da manhã

Já assististe a algum nascer do sol? É uma coisa gloriosa! As trevas, o silêncio e o frio da noite são serenamente vencidos pela luz do sol que se levanta. Primeiro é só um prenúncio, uma penumbra que desfaz as trevas. Mas, logo se torna imparável, forte, invencível, explodindo em luz, cor, vida e calor por todo o lado.

Quando era um homem já velho, prestes a partir deste mundo, o grande rei David quis deixar uma última mensagem aos que ficavam. No seu leito de morte ele profetizou assim:

“Estas são as últimas palavras de Davi: Diz Davi, filho de Jessé, e diz o homem que foi levantado em altura, o ungido do Deus de Jacó, e o suave em salmos de Israel.

O Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua palavra está na minha boca.

Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: Haverá um justo que domine sobre os homens, que domine no temor de Deus.

E será como a luz da manhã, quando sai o sol, da manhã sem nuvens, quando pelo seu resplendor e pela chuva a erva brota da terra.” (2 Samuel 23:1-4)

Com o mesmo fulgor e esperança de um nascer do sol o Messias viria. Toda a glória alcançada por David não se compararia à do Redentor. O povo, o mundo estava em trevas, era necessária a Luz que trouxesse a Vida.

“Mas a terra, que foi angustiada, não será entenebrecida; envileceu nos primeiros tempos, a terra de Zebulom, e a terra de Naftali; mas nos últimos tempos a enobreceu junto ao caminho do mar, além do Jordão, na Galiléia das nações.

O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz.

Tu multiplicaste a nação, a alegria lhe aumentaste; todos se alegrarão perante ti, como se alegram na ceifa, e como exultam quando se repartem os despojos.” (Isaías 9:1-3)

João daria testemunho da Luz. A Luz que resplandece e as trevas não conseguem resistir. (Jo.1:1-9) A Luz que traz Ressurreição e Vida. (Jo.11:25) A Luz que é Jesus Cristo. (Jo.8:12)

Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.” (Apocalipse 22:16)

Apesar de todos os benefícios da luz, ela também pode ser incómoda. A luz revela as coisas pelo que elas são. Mostra as falhas, os defeitos, expõe as fragilidades. É um assalto aos nossos jogos de dissimulação. A Luz expõe o pecado dos pecadores. Por isso, muitos pecadores fogem da Luz, preferindo as trevas. (Jo.3:19) Mas, esconder o pecado não é o mesmo que expurgá-lo. Vem para a Luz e vive!

Jesus, O rejeitado (parte 2 – os Gentios)

12.Dezembro :: Jesus, O rejeitado (parte 2 – os Gentios)

Já recebeste um presente inesperado? Um dia, sem justificação, sem pretexto, alguém chega perto de ti e dá-te um presente, apenas como prova do seu amor para contigo. É bom, não é? São os melhores presentes de todos, porque são a maior prova do amor sincero e genuíno do outro por nós.

O Messias era a promessa de Deus para o seu povo. No entanto, entretecida nas profecias está uma promessa de esperança para o mundo inteiro. O Messias seria o Redentor de toda a terra. E, seria o presente inesperado para um povo que não O buscava.

Fui buscado dos que não perguntavam por mim, fui achado daqueles que não me buscavam; a uma nação que não se chamava do meu nome eu disse: Eis-me aqui. Eis-me aqui. (Isaías 65:1)

A mensagem de esperança para os Gentios está presente desde sempre. Também eles sofrem com o pecado. Também eles estão debaixo da condenação. Também eles necessitam de um Redentor. Também eles são amados por Deus. A obra do Messias não beneficiaria apenas a Israel, mas, a todas as nações da terra. O Emanuel seria Deus Connosco, com todos os Homens. Que fantásticas notícias! Que bendita esperança! Que gloriosa Luz resplandece nas nossas trevas!

Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se apraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios.

Não clamará, não se exaltará, nem fará ouvir a sua voz na praça.

A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio que fumega; com verdade trará justiça.

Não faltará, nem será quebrantado, até que ponha na terra a justiça; e as ilhas aguardarão a sua lei.

Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus, e os estendeu, e espraiou a terra, e a tudo quanto produz; que dá a respiração ao povo que nela está, e o espírito aos que andam nela.

Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, e te tomarei pela mão, e te guardarei, e te darei por aliança do povo, e para luz dos gentios.

Para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas.

Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura.

Eis que as primeiras coisas já se cumpriram, e as novas eu vos anuncio, e, antes que venham à luz, vo-las faço ouvir.

Cantai ao SENHOR um cântico novo, e o seu louvor desde a extremidade da terra. (Isaías 42:1-10)

Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra. (Isaías 49:6)

Muitos séculos mais tarde, João descreve de forma tão sublime no seu Evangelho, o cumprimento desta profecia:

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

Ele estava no princípio com Deus.

Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.

Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.

Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.

Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. (João 1:1-9)

Jesus, o Verbo Eterno, encarnou. O Messias veio ao mundo em trevas, e Ele era a Luz dos Homens. O próprio Jesus mais tarde afirmou isso mesmo:

Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. (João 8:12)

Todavia a reacção generalizada dos Homens à oferta de amor de Deus foi inimaginável. Os Homens amaram mais as trevas do que a Luz. Preferiram esconder o seu pecado nas trevas do que se livrarem dele na Luz. As nações rejeitaram o Messias.

Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs?

Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o SENHOR e contra o seu ungido, dizendo:

Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. (Salmos 2:1-3)

Numa das mais pungentes profecias acerca do Messias, Isaías descreve como o Homem recebeu a oferta de amor de Deus. E, descreve porque razão o Deus Omnisciente enviou o Seu Filho para ser Messias.

Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR?

Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.

Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.

Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.

Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.

Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido.

E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.

Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão.

Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si.

Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores. (Isaías 53:1-12)

Nem todos crerão. Mas, pelos que crêem Jesus se dispôs a entregar a sua vida.

Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, A fim de que sejas para salvação até os confins da terra.

E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna. (Actos 13:47-48)