O Evangelho de Deus

Há pessoas que passam nas nossas vidas e deixam uma marca indisfarçável. É o caso do Stephen e Alison Yuille. No final da minha adolescência eles estiveram em Portugal servindo ao Senhor. Aprendi muito com eles. Do Stephen ganhei a paixão pela Palavra, quer aprendendo quer ensinando. Hoje, separados por um oceano  – o Stephen é pastor na Grace Commnity Church, Glen Rose, Texas – ele continua a ser uma importante influência na minha vida. Um destes dias assombrou-me com um texto que colocou no seu blog Deus Pro Nobis. Com autorização dele transcrevo abaixo esse texto, orando para que Deus desperte o teu coração como fez a mim.

O Evangelho de Deus

Ontem, comecei uma série de sermões – na Grace Community Church – na carta de Paulo aos Romanos. Preguei sobre 7 marcas do evangelho encontradas no capítulo 1:1-7, e fiz uma oração em relação a cada uma delas. Alguns de vocês pediram-me o texto; por isso, aqui está.

(1) O evangelho começa com Deus (v. 1)

Oro para que nos maravilhemos com o modo como Paulo faz a exaltação de Deus como a causa suprema e o último propósito de todas as coisas. Oro para que entendamos o evangelho como a revelação de Deus pela qual O descobrimos. Oro para que vejamos o conhecimento de Deus como um fim em si mesmo – afinal, o que pode ser mais prático, benéfico e maravilhoso do que conhecer Deus? Oro para que definamos todas as coisas de acordo com a eterna glória de Deus, e não com a nossa felicidade terrena.

(2) O evangelho cumpre uma promessa (v. 2)

Oro para que fiquemos devastados pela exposição que Paulo faz do nosso pecado e culpa. Oro para que compreendamos que a ameaça mais perigosa para nós não é o pecado que há no mundo, mas o pecado que há nos nossos corações. Oro para que sintamos a nossa incapacidade de alterar a nossa condição diante de Deus. Oro para que entendamos que a verdadeira alegria escapa-nos até que lidemos com o pecado nos nossos corações. Só atingimos os picos das bençãos através dos vales do desespero. Oro para que vejamos que toda a nossa esperança descansa na fidelidade de Deus à Sua promessa mesmo em meio à nossa voluntária rebelião.

(3) O evangelho centra-se em Cristo (vv. 3–4)

Oro para que sejamos maravilhados pela exposição de Paulo da graça de Deus em Cristo. Oro para que vejamos que o amor de Deus vai a distâncias insondáveis para salvar-nos. Cristo pagou por todo o nosso pecado num momento sobre a cruz. Deus ama-nos porque Ele nos faz d’Ele, redimindo-nos. Oro para que não sejamos meros espectadores da graça de Deus – admirando-a, cantando sobre ela, e falando sobre ela, sem nunca nos deleitarmos nela.

(4) O evangelho requer a obediência da fé (v. 5)

Oro para que sejamos convencidos pelo argumento de Paulo de que a fé é o meio pelo qual recebemos o dom de Deus da salvação. Oro para que compreendamos que não contribuímos em nada para o evangelho. Oro para que entendamos que não fazemos um negócio com Deus. Nós não Lhe damos fé e obediência, para que Ele nos dê salvação e felicidade. Não há negócio. Até mesmo a nossa fé é um dom de Deus para nós. Oro para que compreendamos que  o evangelho não é sobre o que podemos ou não podemos fazer, mas sobre o que Deus fez em Cristo. Deus transforma os nossos corações tornando Cristo cada vez mais belo. Quando nos vestimos de Cristo, despimo-nos do pecado. Oro para que compreendamos a relação entre a fé e a obediência… entre descansar e esforçar. Esforçamo-nos por obedecer, porque descansamos em Cristo.

(5) O evangelho glorifica a Deus entre as nações (v. 5)

Oro para que sejamos dominados pelo fervor de Paulo pelo espalhar da glória de Deus entre as nações. “Mas desde o nascente do sol até ao poente é grande entre as nações o Meu Nome; e em todo o lugar se oferecerá ao Meu Nome incenso, e uma oferta pura; porque o Meu Nome é grande entre as nações”, diz o Senhor dos Exércitos.(Mal. 1:11).

(6) O evangelho manifesta a graça soberana de Deus (vv. 6–7)

Oro para que sejamos confortados pelo asseverar de Paulo de que Deus é o autor da salvação do princípio ao fim. Oro para que desfrutemos da verdade que Deus segura o Seu povo com um braço poderoso – mesmo quando sentimos pouca alegria e pouca segurança. Oro para que desfrutemos da verdade que Deus carrega o Seu povo, mesmo quando manquejamos pela vida, mal vendo além das nossas lutas. Oro para que sejamos convencidos que Deus governa em cada circunstância para o nosso maior bem.

(7) O evangelho dá graça e paz (v. 7)

Oro para que sejamos fortalecidos pela celebração de Paulo do que significa ser um com Cristo. Oro para que vejamos que, em Cristo, temos toda a perfeição que precisamos para agradar a Deus… temos toda a justiça necessária para estar diante de Deus… temos toda a obediência que precisamos para ser aceites por Deus. Oro para que vejamos que Cristo venceu em todas as coisas em que falhamos. Ele confiou, obedeceu, triunfou, suportou e perseverou em nosso lugar. Cada graça que desfrutamos pertenceu primeiro a Cristo. Ele comunica-nos essa graça no poder da nossa união com Ele. Oro para que conheçamos o tipo de paz que vem de conhecer a Cristo.

Citação: “Nunca se sabe o que pode acontecer quando alguém começa a estudar a carta aos Romanos” (F. F. Bruce).

(versão original aqui. Traduzido e transcrito com autorização do autor, Stephen Yuille)

Anúncios

Vivendo a Grande Comissão

Se visitaste o AdCausam nestes últimos dias deves ter reparado num novo widgetPovo Não-Alcançado do dia” que aparece do lado direito do ecrã.

joshua project

Esta pretende ser uma ferramenta de oração/intercessão e de desafio às nossas consciências cristãs sobre os muitos milhões de pessoas que ainda estão longe das boas-novas do Evangelho.

No conforto do nosso modo de vida ocidental, com várias edições da Bíblia nas nossas casas, com os templos abertos e públicos, com a infindável torrente de informação/formação teológica à distância de um clique no computador, é fácil esquecermos que ainda há muitos povos que nunca ouviram falar de Jesus.

O meu desafio é este:

  • Visita o site Joshua Project. Aí encontrarás muita informação sobre este assunto.
  • Sempre que visitares o AdCausam reserva alguns momentos para orares pelo Povo mencionado. O widget tem alguma informação importante.
  • No teu tempo de meditação da Palavra de Deus, deixa que Ele desperte o teu coração para a importância e necessidade de Missões.
  • No teu tempo de oração roga ao Senhor que levante obreiros – é bom que estejas pronto a ser um dos chamados.
  • Partilha a tua fé no Senhor Jesus Cristo sempre que puderes. Faz disso uma parte da tua linguagem – verbal e não verbal.

Seja qual for a tua interpretação doutinária da Grande Comissão, não te esqueças que a interpretação teológica desse mandamento de Jesus é bem explicado por Paulo, quando diz:

Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?
E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.
Romanos 10:13-15

Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?
E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.Romanos 10:13-15
Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?
E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.Romanos 10:13-15
Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?
E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.Romanos 10:13-15

Vai tu, e faz o mesmo.

Semana Universal de Oração

oraçãoO ano de 2014 começa com uma iniciativa da Aliança Evangélica Portuguesa – a Semana Universal de Oração. Desse modo, de 12 a 19 de Janeiro, a comunidade evangélica portuguesa é convocada a juntar-se a outras espalhadas por todo o Mundo em intercessão perante Deus.

Este ano o tema escolhido é “Ter um espírito diferente“, tomando como exemplo Caleb, um homem que na sua geração tomou uma posição diferente da maioria por causa da sua fé em Deus. No tempo em que vivemos este é um exemplo que devemos seguir.

Foi preparado um manual de meditações para esta semana que podes descarregar aqui. Mais informações sobre a Semana Universal de Oração podem ser obtidas no site da Aliança Evangélica Portuguesa. (segue o endereço aqui)

Na IEAveiro, teremos ao longo da semana reuniões especiais de oração. És bem-vindo a juntar-te a nós em intercessão diante do trono da Graça de Deus.

E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. 2 Crônicas 7:14

“P” de Presença

A saudade é um sentimento português. Bem, talvez não o sentimento mas a palavra que o expressa. Afinal, o coração de todos os Homens anseia pela comunhão dos que estão ausentes. Todos já passamos o dia com o coração aos pulos pela antecipação do reencontro com alguém querido. Os minutos contados até estar com o amado(a). A lembrança dos mimos dos filhos. A vontade de pular para o colo dos pais. A distância faz-nos sentir a importância do outro, e, por nossa vontade nunca estaríamos separados.

A parte mais difícil do nosso relacionamento com Deus talvez seja lembrarmo-nos e experimentarmos a Sua presença constante. A essa dificuldade não é alheio o facto de Deus ser espírito, logo, invisível, impalpável, e, por isso, mais facilmente esquecível. “Longe da vista, longe do coração” como diz o ditado popular não pode expressar a realidade do nosso relacionamento com Deus. Nada transformará tanto as nossas vidas como a prática constante da Presença de Deus. Considera o Salmo 23.

“O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.”

A canção da Presença de Deus. Davi era um homem experimentado na intimidade com Deus. Não é por acaso que Deus o chama “homem segundo o meu coração”. (At.13:22) O Salmo 23 expressa bem essa intimidade e todos os benefícios que Davi retirava dela.

Demoremo-nos considerando o impacto que a Presença Viva de Deus tem na nossa vida.

  • Paz. Andar na Presença de Deus significa em primeiro lugar estar em paz com Ele. Isto é, já reconciliado com Ele em Cristo Jesus. (Rm.5:1) Tanto o verbo estar como andar expressam que essa experiência é contínua. A confirmação da nossa paz com Deus vem de andarmos com Ele. Por outro lado, temos a paz de Deus. (Col.3:15) A quietude e descanso de sabermos que Ele está connosco e no controlo de todas as circunstâncias.
  • Provisão. Deus cuidará de ti. Não te deixará em necessidade. Não precisas ficar ansioso, antes busca-O acima de todas as coisas, e Ele mostrará a Sua fidelidade para contigo. (Mt.6:25-34)
  • Protecção. Ele é Quem te livra do mal. Dos perigos. Das tentações. Ninguém intentará acusação contra os escolhidos de Deus. Ele é o teu refúgio e fortaleza, O que firma os teus passos, e te conduz ao lugar seguro. Mas, para que a Sua protecção seja manifesta e eficaz em ti, tens de estar perto d’Ele e obedecer à Sua voz de comando. (Rm.8:31-39)
  • Prazer. Caminhar com Deus não é um fardo. É verdade que esse é o caminho da negação pessoal, do “tomar a cruz”, mas, não é um fardo. O pecado é que pesa sobre ti, que te limita e afunda. O jugo de Jesus é suave e conduz-te ao descanso. A presença de Deus satisfaz abundantemente. (Mt.11:28-30)
  • Prioridades. Apesar de teres um alvo, há muitas coisas no caminho que te seduzem e te atraem para atalhos mortais. A presença correctiva, disciplinadora, condutora e instrutora de Deus vai conduzir-te sempre ao lugar onde deves estar – o centro da Sua vontade. (Hb.12.6-11)
  • Plenitude. O copo só transborda se for continuamente cheio com algo novo. Assim que te afastas da presença de Deus a tua vida entra em declínio, mas, perto, serás renovado a cada dia pela experiência das Suas misericórdias que são novas a cada manhã. (Lm.3:22-26)

É uma loucura desprezar a benção da presença de Deus. Mas, por vezes, parece-nos tão difícil manter viva essa realidade no nosso dia-a-dia. Vivemos num ciclo pernicioso de afastamento e reconciliação, como um casal disfuncional que passa a vida em conflito, nunca experimentando a doçura de um relacionamento de intimidade crescente e duradoura. Sem intimidade não há crescimento. Proponho 3 estratégias para viveres a presença de Deus de um modo natural no teu dia-a-dia:

  1. Fala com Deus com frequência.Não reserves a oração para momentos específicos do dia. É verdade que os momentos de solitude são muito importantes e deves guardar um tempo específico para estar e falar com Deus. Mas, não reduzas a tua comunhão a isso. Imagina como seria estranho se estivesses com um amigo o dia inteiro e só falasses com ele quando iniciavas uma refeição e num período de 15min. pré-determinado e durante o resto do tempo fingias que ele não estava lá. Esquisito, não? É isso mesmo que fazemos com Deus. Agimos como se Ele não estivesse lá. Fala com Deus durante o dia. Em orações audíveis ou silenciosas. Para pedir ajuda ou dar graças. Para simplesmente louvar e adorar. Neemias era um homem assim. Ele fez a oração mais rápida de que temos registo na Bíblia. (Ne.2:1-6) Um dia estava a falar com o rei e quando este lhe fez uma pergunta, num micro-segundo, Neemias orou e imediatamente respondeu ao rei. Isso é viver a presença de Deus.
  2. Inclui Deus na tua linguagem. Tenho a certeza que conheces alguém com quem é impossível falar sem que essa pessoa não comece a debitar versículos bíblicos, ou a falar de Deus, e encaminhar a conversa para pensar em Deus. Podem estar a falar do tempo, das notícias, do emprego, da família. Não importa. Mais cedo do que tarde a conversa vai sempre incluir algum pensamento acerca de Deus. Sabes o que a Bíblia diz acerca disso? Que “a boca fala do que o coração está cheio”. (Lc.6:45) Em boa verdade, o mandamento do Senhor é esse mesmo. Enche o teu coração e mente com as coisas boas de Deus (Fl.4:8), e, no abrir da tua boca, Deus será o teu grande tema.
  3. Testifica do que Ele tem feito por ti e em ti. Partilha com os outros a tua experiência com Deus. Quando fazes isso, tratando Deus como uma pessoa bem real para ti, tão real como os teus amigos, colegas ou familiares, manténs viva a presença de Deus não só para ti, mas, também para eles. Quando alguém morre, os que ficam mantêm vivo o seu legado e memória falando sobre ele. Quando cessam as histórias, cessa a memória, e com a memória cessa a presença. (Is.26:8)

Muda a sabedoria popular. Que para ti Deus esteja “longe da vista, mas, perto do coração”!

____________________________________________________

Para mais sobre a intimidade com Deus clique aqui.

 

Solitude, não solidão.

O grande vício do séc. XXI é estar permanentemente ligado. Networking, redes sociais, perfil social, são os conceitos fundamentais da aldeia global em que o mundo se tornou. Não imaginamos a nossa existência sem telemóvel. Se nos esquecemos dele ou ficamos sem bateria entramos em stress. Quando nos sentamos frente ao computador a primeira coisa que fazemos é ligar à internet para saber das novidades. Estamos constantemente a actualizar as páginas das redes sociais à espera de um novo contacto. Visitamos a caixa de correio electrónico vezes sem fim. Mas, isso não chega, hoje, o mundo é mobile, como nos assegura a publicidade, e, por isso tens de estar sempre ligado, em todo o lado.

Estar fora da rede é mal visto. És tomado por anti-social e esquisito. Como se não houvesse mundo fora da rede. Curiosamente, nunca nos sentimos tão sós como agora. Acumulamos centenas de amigos nas redes sociais mas, não temos um com quem possamos falar abertamente face-a-face. Não há tempo para conversas profundas porque o mundo muda a cada segundo. Há sempre novidades. Sempre mudança. Muitos estímulos. Nunca tempo para a intimidade.

Já não sabemos estar sós. Sentimo-nos mal. Ansiosos. Inquietos. Vazios. Insatisfeitos. No mundo de hoje já só temos solidão, não solitude. A solitude é a arte de saber estar só. A solidão é um estado negativo marcado pelo isolamento e sofrimento interior por não haver contacto com o outro. Podes sentir-te só mesmo no meio de uma multidão. Porque não te encaixas ou não te sentes pertencer àquele grupo. A solitude é um estado deliberado de isolamento, de privacidade. Não há medo de estar sozinho.

Os gurus modernos da auto-ajuda ensinam uma solitude que busca a criatividade, paz interior, bem-estar, contacto com o eu-interior, fortalecimento espiritual com base num esvaziamento da mente e foco no potencial humano. Esse ensino é profundamente diabólico. A Bíblia embora ensine a solitude nunca propõe o esvaziamento da mente. Pelo contrário. Nem coloca o potencial humano como foco principal. Pelo contrário. Deus é o foco. A solitude é o tempo a sós-com-Deus. A busca da Sua presença. O enchimento com a Sua palavra.

Muitos são os exemplos, nas Escrituras, de homens que se recolhiam para encontrar-se com Deus. Jesus, o Filho de Deus, é talvez o maior desses exemplos. Muitas vezes lemos nos Evangelhos que Jesus se retirava para um lugar à parte, normalmente o monte, para a solitude com Deus. O que Ele fazia durante esse tempo? Orava. Tinha comunhão com o Pai. Exercitava-se nas Escrituras. (Mt.4:1-11) Sem distrações. Sem ruído. Sem cronómetro. Esse era o segredo do poder do seu ministério. A Sua vontade estava sempre sintonizada com a vontade do Pai, porque entre os dois havia intimidade. Uma intimidade construída na solitude.

Desculpamo-nos com a falta de tempo. Temos sempre tanta coisa a fazer. Tantas solicitações. E, Jesus? Não era Ele constantemente solicitado por multidões. Não estava Ele completamente envolvido na missão de preparar os discípulos? No entanto, encontramo-Lo muitas vezes a sair do meio da multidão para um lugar à parte. Não penses que até mesmo o teu serviço para Deus substitui o tempo de comunhão intima com Ele. Não é porque estás envolvido no serviço a Deus que és íntimo de Deus. Lembra-te de Marta que descobriu que há uma parte ainda melhor que o serviço, que deve vir antes do serviço, a íntima comunhão com o Senhor. (Lc.10:38-42)

Eis alguns conselhos para promoveres um tempo de solitude com Deus:

  1. Desliga-te. Para buscares a intimidade com Deus precisas cortar com a rede que constantemente te mantém ocupado. Desliga o computador. A música. A televisão. Deixa para trás o telemóvel. Tudo o que possa distrair-te enquanto estás com Deus. Esse tempo é para ser passado com Deus. E, só com Deus. (Mt.14:23)
  2. Isola-te. Podes fazer isto onde quiseres, mas, procura um lugar onde não possas ser facilmente interrompido. Se estiveres em casa, fecha a porta do teu quarto e pede à tua família para não te incomodar até que saias. (Mt.6:6)
  3. Foca-te. Este não é um tempo para “pensar na morte da bezerra”. Não é para descansar o cérebro. A tua mente tão habituada a ser estimulada vai procurar qualquer coisa com que se ocupar. Preocupações. Planos. Sonhos. Concentra-te no que te trouxe ali – Deus. Pensa em Deus. No Seu Amor por ti. No bem que te tem feito. Nas Sua promessas. Nos seus mandamentos. Para isso, lê a Bíblia, e medita no que lês. Reflete naquilo que Deus está a revelar-te através da Sua Palavra. (1Tm.4:15)
  4. Entrega-te. Fala com Deus. Ora. Abre-Lhe o teu coração. Sem medo e sem reservas. Não há palavras certas. Deus quer sinceridade. Ao coração humilde Deus não rejeitará. (Tg.4:6; Sl.51:17; Sl.37:5)
  5.  Deleita-te. A intimidade com Deus é uma coisa preciosa. Não a desprezes. Não a olhes como se fosse um fardo ou um espartilho que te impede de ser feliz. Põe o teu prazer em Deus. (Sl.37:4)Deixa-O satisfazer a tua alma. Louva-O. Adora-O. (Sl.43:4) Mergulha na vida abundante que Jesus te deu. (Jo.10:10)

__________________________________________________________

Para mais sobre a prática da intimidade com Deus, clique aqui.