Ética no trabalho :: Devocional

1.Maio :: Provérbios 22:29

Considero este texto apropriado ao dia que hoje se comemora – o Dia do Trabalhador. O direito ao trabalho é considerado como fundamental. Não só o direito ao trabalho, mas a um trabalho digno, justamente remunerado, com condições de segurança e dignidade pessoal e profissional. Temos até uma expressão cunhada por Max Weber, que entretanto se tornou popular, que diz: “O trabalho dignifica o Homem.”

Apesar disso, ao olharmos para o contexto profissional que nos envolve, parece que se faz tábua rasa deste conceito. A dignidade dada pelo trabalho já não vem do mérito pessoal e profissional, mas muitas vezes de vias travessas, meandros escusos em que a corrupção, amiguismo, favorecimentos, títulos, aparência, etc. têm precedência sobre o fundamental.

Deus, no entanto, refoca-nos no essencial: o homem diligente, cioso do seu trabalho, será reconhecido e recompensado.

  1. Como competir justamente, aplicando uma ética cristã, num cenário como este?
  2. Já alguma vez te sentiste prejudicado por causa dos teus valores? Como é que isso te fez sentir? Como reagiste nessa situação?
  3. Ser honesto e íntegro, compensa mesmo?

Esforça-te e tem bom ânimo :: Devocional

27.Mar :: Provérbios 14:4

Igor Feodorovitch Stravinski foi um compositor, pianista e maestro considerado por muitos como um dos mais importantes do séc. XX. Foi escolhido pela revista Time como uma das 100 personalidades mais influentes do século.

Quando pensamos em trabalhos artísticos achamos que grande parte do seu sucesso vem da inspiração genial que flui dos seus autores. Stravinski, um dos melhores, pelo contrário dizia: “Um leigo pensaria que, para criar, é preciso aguardar a inspiração. É um erro. Não que eu queira negar a importância da inspiração. Pelo contrário, considero-a uma força motriz, que encontramos em toda a actividade humana e que, portanto, não é apenas um monopólio dos artistas. Essa força, porém, só desabrocha quando algum esforço a põe em movimento, e esse esforço é o trabalho.”

Para alcançar os objectivos a que nos propomos é necessário trabalho. Por vezes, esse trabalho é duro, implica “sujar” as mãos ao invés da manter tudo “limpinho”, como diz o versículo de hoje. Mas, o fruto desse trabalho é abundância.

  1. Consideras-te uma pessoa empreendedora e trabalhadora?
  2. Define objectivos de curto, médio e longo prazo que gostarias de alcançar. Estabelece estratégias de trabalho para chegares lá.
  3. Mais importante do que o teu esforço é a ajuda de Deus. Ora e entrega a Deus os desejos do teu coração. Busca dEle a direcção que precisas. Descansa nEle. E, depois “esforça-te e tem bom ânimo, porque o Senhor teu Deus é contigo”. (Js.1:9)

O “Evangelho” da Boa Vida

Hoje foi dia de regressar ao trabalho. Sinto-me naquela espécie de limbo em que apesar de saber que já não estou de férias, o corpo ainda não se sente ambientado ao ritmo de trabalho. É como se estivesse a sonhar e à espera de acordar para descobrir aliviado que afinal a boa vida ainda não acabou.

No caminho para o trabalho, na monótona viagem de sempre, o meu pensamento fugiu num devaneio que só pode ser explicado por esse estado límbico em que ainda me encontro. Tudo começou naquele desabafo interior que todos sentimos à 2ª feira de manhã: “Mas, por que é que eu tenho de trabalhar?” Daí até à “revelação” desse “novo evangelho” conhecido como o da “Boa Vida”, foi um saltinho. Reza assim:

“A culpa de tudo é do Adão e da Eva. Foi por causa do desprezo deles pela “boa vida”, que Deus os castigou com “do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra” (Gn.3:19). E como “o pecado de um só homem trouxe a todos a condenação” (Rm.5:18), hoje todos sofremos por causa dele. A boa notícia é que “quando nós ainda vivíamos nas nossas fraquezas, Cristo morreu por nós; (…) Pela sua morte, nós agora estamos em boas relações com Deus. (…) com muito mais razão seremos livres do castigo final.” (Rm5:6-9) Nitidamente, quando Jesus disse que veio para dar “vida em abundância” referia-se à “boa vida” que Adão tinha no princípio.

Em resumo, o trabalho, sendo castigo de Deus, está reservado aos pecadores. Os santos, uma vez perdoados, estão isentos de castigo e por isso só lhes resta a “boa vida”.”

A ironia tem dois propósitos:

1. Lembrar-nos que sempre há uma consequência pelo nosso pecado. “Cada um há-de colher aquilo que semeou. Aquele que semeia o que agrada aos maus instintos terá uma colheita de perdição, mas quem semeia o que agrada ao Espírito terá uma colheita de vida eterna.” (Gl.6:7,8) Apesar de Deus nos perdoar os pecados quando os confessamos, muitas vezes teremos ainda de sofrer as consequências negativas dos nossos erros.

2. Lembrar-nos da importância de manejarmos bem a Palavra. Quantas vezes não vamos atrás de “novas revelações”, ou racionalizamos os nossos erros tentado justificá-los, ou procuramos quem pregue aquilo que queremos ouvir? Não é por se usar a Bíblia que se prega o Evangelho da verdade. Sejamos como os de Beréia: “porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” (At.17:11)

Nota de rodapé: Mas, era bom não era? 😉 E tenho a certeza que a taxa de crescimento da igreja seria imparável! 🙂