A igreja local – oficina espiritual do Amor

“A igreja local, portanto, pode ser vista como uma oficina espiritual para o desenvolvimento do amor agape. As tensões e restrições de uma comunhão espiritual oferecem a situação ideal para testar e amadurecer de todas as importantes qualificações para a nos submetermos a Deus.

A maioria das controvérsias nas igrejas locais são produzidas, não primeiramente sobre diferenças no essencial, mas pelas ambições humanas não santificadas, invejas e choques de personalidades. A verdadeira raiz de muitas destas situações é a pequenez espiritual de crentes individuais, revelando uma lamentável imaturidade em amor. Por isso mesmo a congregação local é um dos melhores laboratórios onde os crentes individuais podem descobrir a sua carência espiritual e começar a crescer em amor agape. Isto é alcançado através de verdadeiro arrependimento, humilde confissão dos pecados de ciúme, inveja, ressentimento, etc., e pedindo perdão uns aos outros. Esta abordagem resultará em crescimento real no amor que tudo cobre.”

– Paul E. Billheimer, em Love Covers

– citado por Alexander Strauch em Biblical Eldership – An Urgent Call To Restore Biblical Church Leadership

10 Passos para uma Vida Feliz

“Bom é que o coração se fortifique com graça.”
Hebreus 13:9

Todos queremos uma vida melhor. Mais feliz. Mais significativa. Queremos um coração cheio. Já todos (ou, quase) entendemos que a vida se faz com algo mais do que dinheiro, coisas, fama ou sucesso. Conhecemos quem tenha tudo isso e não saiba o que é viver. O coração, sede do que somos, das emoções, dos sonhos e das vontades, encontra satisfação em coisas inesperadas, quase sempre simples, sem preço e ao alcance de qualquer um. O que o coração precisa é Graça.

Ao estilo dos best-sellers de auto-ajuda, e inspirado no texto de Hebreus 13, proponho um caminho de 10 passos para uma vida cheia e com sentido.

1. Cultiva a Amizade.

No momento da criação Deus declarou: “Não é bom que o homem esteja só.” (Gn.2:18) Deus criou-te como um ser relacional. Constrói amizades genuínas, duradouras e que te permitam desenvolver todo o teu potencial. (Ec.4:9) Numa era em que acumulamos amizades virtuais o apelo ao amor fraternal é urgente. Põe o amor como a base sólida desses relacionamentos.

2. Mi casa es tu casa.

Faz da tua casa um lar. A família é um pilar fundamental da felicidade. Honra os teus pais. Respeita os teus filhos. Ama os teus irmãos. (Cl.3:17-21) Abre as portas para acolher os que precisam de conforto. Se o teu lar for o ponto central dos teus relacionamentos encontrarás um equilíbrio emocional, social, psicológico que se estenderá aos que te rodeiam.

3. Vive “com+paixão”!

A dor é parte da vida. Todos procuramos fugir do sofrimento, pois ele nos lembra da nossa miséria. Viver “com+paixão” é não olhar para o sofrimento do outro com indiferença. Não permitas que o teu coração se endureça. Alcança o outro no seu sofrimento. (Lc.10:25-37) Vais ver que suavizar as dores alheias é um bálsamo suave para a alma.

4 . Dá-te pelos outros.

Leva a tua compaixão à acção. Sê misericordioso. Chora com os que choram. (Rm.12:15)  Sai da tua zona de conforto e dá o teu tempo, dinheiro, talento e força em favor de quem precisa. O altruísmo é a expressão máxima da abundância de amor do teu coração. E, a matemática do coração é paradoxal – quanto mais repartes, mais tens.

5. Busca a pureza.

A sensualidade é um apelo poderoso ao teu corpo. E, aparentemente, um caminho fácil para o prazer disfarçado de felicidade. Se realmente houvesse nisso felicidade a taxa de divórcios não seria superior à de casamentos, o aborto não seria a solução final, as DST (doenças sexualmente transmissíveis) não destruiriam tantas vidas, os antidepressivos não seriam os medicamentos mais vendidos, o suicídio não seria a resposta para os desgostos amorosos. Aquilo que só dá prazer à carne não pode alimentar o espírito. Guarda o teu corpo. Goza a tua sexualidade dentro do padrão que Deus propõe. (1Ts.4:4)

6. Exercita a frugalidade.

As coisas têm um fascínio poderoso sobre nós. A publicidade cria necessidades artificiais que nos levam a dirigir todo o nosso esforço para TER em vez de SER. Aprende a viver com o que tens. Simplifica as tuas opções. Sê o senhor das tuas coisas, e não o contrário. (1Tm.6:10)

7. Ouve os teus líderes espirituais.

A espiritualidade é parte essencial da vida. És um ser espiritual. A noção de eternidade foi implantada no teu coração pelo próprio Deus. (Ec.3:11) Para que O buscasses. Aprende com os teus líderes espirituais. Ouve os seus conselhos. Obedece a sua orientação. Eles foram levantados por Deus para ser uma benção na tua vida. A sua experiência com Deus deve ser um estímulo ao teu próprio crescimento espiritual.

8. Firma as tuas convicções.

Busca a verdade e ela te libertará. (Jo.8:32) Enquanto andares sempre a mudar de opinião não poderás desenvolver as raízes que potenciarão o teu crescimento. Qualquer brisa te arrancará do lugar. (Cl.2:6-8) Estuda a Palavra de Deus. Firma as tuas convicções. Vive por elas. E, lembra-te: no dia em que puseres em causa uma só coisa daquilo que está escrito, argumentando segundo a tua conveniência, toda a tua fé será irremediavelmente posta em causa.

9. Cresce na Fé.

Desenvolve um relacionamento vivo com Deus. A base desse relacionamento é o sacrifício que Jesus Cristo fez na cruz em teu lugar. Ele pagou o preço do teu pecado. Ele esmagou a Satanás. Ele venceu a morte. (Hb.2:14) Ele ressuscitou para te capacitar a viver uma vida de santidade e de adoração a Deus – propósito para o qual foste criado. (Rm.7:4, 2Cor.5:15) Nunca te esqueças disso. Volta a este fundamento sempre. Para que cresças.

10. Sê generoso.

Deus deu o melhor que tinha por amor de ti. Quando dás o melhor de ti pelos outros revelas o carácter de Deus. Sê generoso. Amplia o teu coração. Olha para o mundo com os olhos de Deus. Deixa que Ele que ensine que melhor coisa é dar do que receber. (At.20:35)

Crescendo juntos :: Devocional

17.Maio :: Provérbios 27:17

Um novo programa televisivo tem feito furor em Portugal e no mundo. O objectivo do programa é fazer pessoas obesas perderem peso. Os concorrentes enfrentam um programa alimentar rigoroso, bem como um plano de exercícios físicos intensivo, a fim de perderem o máximo de peso possível sem colocar em risco a sua saúde. No início do programa, os concorrentes estão agrupados em duplas. A intenção é que um elemento ajude e motive o outro para superar todas as dificuldades que a exigência da competição coloca sobre eles.

Por causa do rigor do treino, da saudade causada pelo afastamento das famílias, e a frustração de não atingir os objectivos pessoais, é frequente vermos alguns concorrentes desanimarem. É nesses momentos que o companheiro se torna fundamental. O seu consolo. A sua motivação. A entreajuda. O encorajamento. A sua simples presença é o impulso para continuar.

Rodearmo-nos de pessoas e amigos que estimulem e encoragem o nosso crescimento e aperfeiçoamento na fé é uma boa estratégia para sermos vencedores. Se tiveres alguém que seja teu confidente e a quem tenhas de prestar contas será mais fácil não desistir. Não te esqueças, dois podem mais do que um. Três podem mais do que dois. Quatro podem… Deus colocou-te num corpo, a Igreja, para que pela cooperação de todas as partes, todos possam crescer.

  1. Tens algum amigo que te motive a crescer na fé?
  2. Pensa em algum cristão que conheças e que possas tomar como exemplo para ti. Procura aproximar-te dessa pessoa, conhecê-lo melhor, e pede a sua ajuda para desenvolveres a tua fé.
  3. Pensa em alguém para quem tu possas ser essa referência. Procura aproximar-te dessa pessoa e ajuda-a a crescer na fé.

O guia :: Devocional

18.Abr :: Provérbios 20:24

Há viagens que não podem ser empreendidas sem um guia. Uma expedição na Amazónia. Um safari em África. A escalada do Evereste. Pela perigosidade e complexidade da expedição, ir sozinho é quase garantia de tragédia. O guia, no entanto, sabe dirigir os nossos passos pelos caminhos seguros, sabe reconhecer e prevenir os perigos, ao mesmo tempo que nos faz desfrutar de todo o esplendor da jornada. Nem sempre entenderemos as escolhas do guia. Por vezes, gostávamos de fazer diferente. Mas, isso é arriscar a vida.

Diz o texto de hoje que o Senhor é o guia. Ele sabe dirigir os nossos passos pelo melhor caminho. E, sem o Seu auxílio, não podemos entender por onde andamos.

  1. É frequente ouvirmos as pessoas desabafar que não entendem a sua vida ou circunstâncias. Já te sentiste assim? O que fizeste para re-encontrar o teu caminho?
  2. Quais as implicações de tomares Deus por guia?

Olhar a Bíblia – Mateus 14:13-36

Os milagres sempre despertam no Homem uma inquietação de alma. Perante o inexplicável as reacções são diversas: espanto, reverência, negação, racionalização. As maravilhas que Jesus operava produziam essa inquietação nas testemunhas. Que homem seria este? Jesus trazia cura para as maleitas do corpo e as doenças da alma. Estas intervenções miraculosas de Jesus contra os efeitos do pecado atraíam seguidores e críticos. No entanto, não eram sinais exclusivos de Cristo. Apesar de Jesus realizar estes milagres com uma simplicidade, periodicidade e autoridade nunca antes vista, outros antes dele operaram curas, expulsaram demónios e até ressuscitaram mortos. No princípio, Jesus curava em segredo, agora fazia-o abertamente. As multidões acorriam a ele com os seus doentes e todos saíam curados. Há um crescendo na actividade sobrenatural de Cristo, e ela atinge um clímax com dois dos mais conhecidos e comentados milagres que realizou: a multiplicação de uns poucos de pães e peixes para alimentar uma multidão de perto de dez mil pessoas, e o desafiar das leis da natureza ao caminhar sobre as águas e ao repreender uma tempestade mortífera. Ficava cada vez mais difícil ignorar este homem. Ou negar a sua unção especial pelo Espírito Santo de Deus.

Noto, porém, que a motivação base de Jesus para realizar os milagres não mudou, apesar da crescente espectacularidade dos mesmos. Jesus não buscava ser aclamado como herói. Ele continuava a recuar perante quaisquer tentativas de o aclamar como líder. Insistia em retirar-se para lugares solitários. Não era a fama que o movia – como provavelmente sucederia com qualquer um de nós com tal poder à disposição – mas, a compaixão. Movido de compaixão, ele curava. Pela mesma compaixão, multiplicava pão para alimentar os famintos. Compaixão que o levou a caminhar sobre as águas para socorrer os discípulos amados no meio de terrível tempestade. Que pureza de coração Cristo demonstrava!

No tipo de milagres que Jesus operou podemos reconhecer a sua vontade e missão para com os Homens. Cura e Libertação. Sustento e Provisão. Salvação e Protecção. Que Salvador maravilhoso! O seu trabalho em nosso favor é sempre bom e desejável. E a sua grandeza é aumentada pelo facto de que tendo Ele tanto poder para mudar as nossas circunstâncias – anulando os efeitos terrenos do pecado, o que para muitos já seria suficiente – Ele escolheu, ainda assim, dar a Sua vida na cruz, para que os benefícios para nós não fossem apenas terrenos e transitórios, mas espirituais e eternos!

Perante tais sinais é coisa estranha que tantas vezes desconfiemos de Cristo. Aconteceu o mesmo com os discípulos. Quando instruídos a alimentar a multidão, duvidaram. Quando cruzavam o lago no barco, duvidaram. A dúvida corrói a fé gloriosa que a visão do Cristo Redentor, Provedor e Protector produz na nossa alma. A boa notícia para nós, é que Ele ajuda à nossa falta de fé. Os discípulos, mesmo tendo dúvidas, agiram sobre a palavra de Jesus e trouxeram os poucos pães e peixes, e distribuíram-nos pela multidão. A sua pequena e frágil fé revestida pela obediência valeu-lhes uma porção dobrada: cada um dos doze discípulos teve um cesto cheio de comida! No meio da tempestade de ventos, chuvas, ondas e dúvidas, ainda encontraram forças para clamar: “Senhor, salva-me!”.

No fim de todos estes desafios à sua fé, exclamaram rendidos: “Verdadeiramente tu és o Filho de Deus!”.

E tu, o que vais fazer deste Jesus?

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Poderás consultar esta e outras reflexões na secção Olhar a Bíblia.

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