Crescer nas tribulações

Nos últimos dias tenho meditado no Salmo 116. Este Salmo é o testemunho público de um homem que passou por uma tremenda tribulação que quase o levou à morte. O que este homem tem para dizer é surpreendente:

Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?
Salmos 116:12

Crescer nas Tribulações

Encontrar motivos de gratidão nas circunstâncias difíceis e no sofrimento não é a reacção natural e esperada. Mais rapidamente encaramos o sofrimento como justificação para a nossa raiva contra Deus. Entendemos o nosso sofrimento como um fracasso do Amor de Deus.

A razão pela qual pensamos assim é que escolhemos desconfiar de Deus ao invés de O buscarmos em fé. O testemunho do salmista é: “invoquei o nome do Senhor”. Deus honrou a sua fé. E, a sua vida nunca mais foi a mesma.

Nesta sua experiência dramática o homem aprendeu duas coisas: a conhecer a Deus, e, a deixar que esse conhecimento transformasse a sua vida.

Que Deus nos ajude a aprender com o seu exemplo.

_________________________

Podes ler mais sobre esta reflexão em Pregações: Crescer na Tribulação.

Também podes ouvir o sermão sobre o Salmo 116 (aprox. 40min):

Deus e o sofrimento humano

“O problema do sofrimento é a mais potente arma do ateísmo contra a fé cristã.” (C.S.Lewis)

Não posso deixar de concordar com C.S.Lewis. A questão do sofrimento humano é aquela que é mais vezes levantada para justificar a descrença de Deus. Ela é normalmente colocada nestes termos:

Se Deus é Todo-Poderoso, e realmente Ama o Homem, porque é que Ele não impede as guerras, a fome, as doenças e o sofrimento humano?

Nesta reclamação contra Deus está escondida uma acusação à Sua Justiça – ou seja, à Sua fidelidade a Si próprio:

  • Se Deus é Todo-Poderoso e não faz nada em relação ao sofrimento humano é porque não se importa, e não é Amor.
  • Se Ele realmente se importa e nos Ama, e não faz nada, é porque não pode fazer nada, logo não é Todo-Poderoso.

Este aparente paradoxo parece lançar o golpe final na natureza e carácter de Deus, e justificar o espírito ateísta que diz que Deus está morto!

A razão porque esta questão é tão importante é que ela é muito próxima de nós. Não é um conceito teológico distante mas, algo que toca as nossas vidas, de todos nós. Todos sofremos de uma maneira ou de outra. A perda de um ente querido. Uma doença. Uma angústia da alma. Uma injustiça. Sofremos com o sofrimento dos outros. Com as imagens da Fome. Da Guerra.

Quando o sofrimento vem sobre alguém mau, encontramos nisso um certo sentido de justiça poética. Mas, quando vemos sofrer alguém bom isso deixa-nos revoltados e perplexos. Se somos nós a sofrer, ou alguém que nos é querido, estamos a um passo de levantar dedos acusadores a Deus. Quando são os inocentes, como crianças, então toda a nossa raiva contra Deus explode.

Não tenho uma resposta ou explicação definitiva para a questão do sofrimento. Mas, encontro em Deus os fundamentos para uma fé que me permite olhar para o problema com esperança. Eis em 4 pontos o que creio biblicamente sobre o assunto:

1. Deus É.

A questão: “Se Deus é…” parte de uma premissa errada que inquina todo o raciocínio que se segue. Ao abordarmos o problema desta maneira colocamos Deus no banco dos réus e avaliamo-l’O pelos nossos próprios padrões. Mas, quem nos nomeou juízes morais do Universo? Não somos capazes de concordar em coisas tão simples como: qual a cor mais bonita, ou o melhor prato de comida; debatemos qual é o melhor sistema político; discordamos nas preferências clubísticas, mas, de repente, estamos perfeitamente habilitados para determinar com toda a confiança o que é bom, justo e amoroso. Basta olharmos para a História e perceber que esse padrão estabelecido pelo Homem tem variado muito ao longo dos séculos.

A Bíblia afirma que Deus É. “Eu Sou o que Sou”, disse Deus a Moisés (Ex.3:13-14). Deus é Bom. Deus é Amor. Deus é Todo-Poderoso. Deus é Justo. Ele não muda. Ele é o padrão pelo qual todas as coisas serão julgadas. Não é a minha avaliação ou percepção que estabelecem o carácter de Deus. Se Deus castiga com sofrimento um mau, Deus é Bom  e Justo. Se Deus deixa o bom sofrer, é mesquinho e cruel. Deus É, e o Seu carácter Santo manifesta-se em tudo o que faz.

Por tudo isto, uma melhor pergunta é:

  • Deus é Bom. Como entender o meu sofrimento?
  • Deus é Amor. O que é que Ele me quer ensinar neste momento difícil?
  • Deus é Todo-Poderoso. Se Ele não afasta de mim esta aflição, por onde é que me está a conduzir?

Ao trazermos o foco sobre nós, com confiança no carácter de Deus, estaremos mais perto de O conhecer, e de experimentar o Seu consolo.

2. A raiz do sofrimento é o pecado.

O sofrimento humano começa no Éden, depois do pecado. Depois da Queda,  Deus disse a Adão que teria que trabalhar duramente para ganhar o seu sustento, e a Eva disse que com dor daria à luz filhos (Gn.3:16-19). A dor. O sofrimento. A doença. O envelhecimento. A morte. Todos entraram pelo pecado. A Bíblia diz que toda a criação geme ansiando a redenção – a consumação da salvação, e o Reino triunfal de Deus (Rm.8:22).

Muito – talvez a esmagadora maioria – do sofrimento humano é causado pelo próprio Homem.

Há Fome. Deus, na Sua Graça, dá provisão para todos. O planeta produz alimento suficiente para todos os Homens. Por que há fome? Porque há países – leia-se homens – que preferem destruir comida para manter o seu estatuto e poderio, do que partilhá-la com os pobres.

Há Guerra. Deus renova a Sua misericórdia a cada manhã. Faz chover sobre justos e injustos. Dá capacidade e inteligência ao Homem. E o que fazemos com isso? Tornamo-nos arrogantes, pretenciosos, facciosos e odiosos. Matamos para afirmar o nosso poder. Guerreamos para dominar sobre os fracos. Esquecemo-nos que somos pó.

Se, nós, Homens, usamos a Graça e Misericórdia de Deus como oportunidade para dar lugar ao pecado, de que lado está a falha moral? É Deus culpado da nossa obstinação?

3. Deus é Soberano no meu sofrimento.

Quando Adão e Eva pecaram expondo as suas vidas ao sofrimento, Deus usou de misericórdia pondo um anjo de guarda a uma outra árvore do Jardim, a Árvore da Vida. Deus não queria que eles comessem dela e vivessem para sempre no seu pecado. Agora, por intermédio de Jesus Cristo, tendo sido perdoados de todo o pecado, podemos ter acesso à Árvore da Vida, e comer dela livremente. (Gn.3:23-24)

Jó é descrito pelo próprio Deus como sendo justo e íntegro. (Jó1:8) No entanto, Deus permitiu que Satanás lhe tirasse tudo menos a vida (Jó2:3-7). Perdeu fortuna. Filhos. Saúde. Teve a incompreensão dos amigos. O escárnio da esposa. O abandono – ou, o sentimento de abandono – de Deus. Jó é apresentado na Bíblia como o expoente máximo de sofrimento que algum homem pode experimentar. Em tudo, Deus esteve no controlo. No fim, Satanás foi envergonhado. Os amigos foram envergonhados. A esposa. Jó. Mas, Deus foi glorificado. E, na glória de Deus Jó foi abençoado. Com saúde. Com filhos. Com fortuna. Com conhecimento do Santo e uma esperança firme: “Eu sei que o meu Redentor vive! Agora os meus olhos te vêem.” (Jó 19:25; Jó 42:5)

O apóstolo Paulo recebeu um espinho na carne que muito o afligia. Orou fervorosamente e insistentemente ao Senhor por libertação, mas, a resposta foi: “Não!” Por que é que Deus não tirou o sofrimento de um dos Seus maiores servos de todos os tempos? Por Deus tinha algo melhor em mente: “A minha Graça te basta. O meu poder aperfeiçoa-se na tua fraqueza.” (2 Coríntios 12:9)

Certo dia, Jesus e os discípulos encontraram um homem cego de nascença. A pergunta, a mesma pergunta, perturbadora, logo surgiu: “Quem pecou? Ele ou os seus pais, para que nascesse cego?” A resposta de Jesus veio cheia de Esperança para o cego e para nós: “Nasceu assim para a glória de Deus!” (João 9:3)

De um modo que não compreendemos bem, Deus é glorificado, ou seja, as Suas perfeições são exaltadas, mesmo no nosso sofrimento. Por vezes, é fácil entendermos isso, como no caso deste cego que foi curado. Mas, Ele também é glorificado e perfeito no caso de Paulo que não recebeu a cura.

O sofrimento só é destrutivo quando suportado longe de Deus. Quando O conhecemos experimentamos o Seu Amor, Bondade, Poder, mesmo se a cura não vem.

Convido-te a conhecer a história de duas pessoas que, no nosso tempo, são o exemplo vivo daquilo que acabo de dizer: Joni Eareckson Tada e Nick Vujicic.

4. Deus entende o meu sofrimento.

Para mim, esta é a verdade mais consoladora de todas. Porque traz Deus para perto de mim. Ele não está lá no longínquo Céu, indiferente ou incapaz de entender a minha condição. Ele sabe. Ele entende. Porque Ele veio.

Vamos falar de sofrimento? Jesus, o Filho de Deus, nasceu num estábulo. A sua primeira cama foi uma manjedoura. Pobreza. Humilhação. Não havia outro lugar para Ele. Em criança viveu como refugiado no Egipto. A Sua família terrena era humilde. Cedo trabalhou para ajudar no sustento da casa. Perdeu o pai, José, ainda muito jovem. Luto. Dor. Quando começou o seu ministério foi rejeitado pelos seus próprios irmãos. A sua cidade não O acolheu. Rejeição. Indiferença. Ao longo dos três anos em que percorreu a Judeia foi insultado, expulso de cidades, tentaram apedrejá-lo, quiseram prendê-lo por várias vezes. Muitos seguiam-no por interesse. Perdeu um dos seus melhores amigos, Lázaro, a quem ressuscitou. Luto. Dor. Choro. Foi traído por um dos seus discípulos. Abandonado por todos os outros. Negado por Pedro. Julgado injustamente. Condenado. Esmurrado. Cuspido. Chicoteado. Carregou uma cruz até ao cimo do Calvário. Foi pendurado nela durante 6 horas. Morreu.

Ele entende. Em Jesus Cristo temos um Sumo-Sacerdote – um mediador entre nós e Deus – que pode compadecer-se de nós, porque foi experimentado nas mesmas dores. E, saiu sobre elas vitorioso! Ele compadece-se de ti. (Hebreus 4:15; Hebreus 5:5-8)

Nos diferentes encontros que Jesus teve com diferentes pessoas, com diferentes problemas, a expressão que se repete que explica a atitude d’Ele é: “moveu-se de compaixão”. A compaixão de Jesus levou-O a dar vista ao cego, a curar o paralítico, a libertar os oprimidos, a sarar os leprosos, a ressuscitar o filho da viúva pobre, a ressuscitar Lázaro, e a operar um sem número de milagres que aliviaram o sofrimento de muitos. Hoje, Ele ainda se move de compaixão em favor de ti.

Por que razão Ele não cura e alivia o sofrimento de todos os que sofrem, mas só de alguns? Não sei. Mas, sei que Ele entende, e se compadece, e que, se não cura é porque tem algo melhor reservado para a Sua Glória.

Nos momentos de sofrimento quero trazer à memória aquilo que me dá esperança. Que,

O meu Redentor Vive, e por fim, se levantará sobre a Terra. (Jó 19:25)

___________________________________

Outros artigos da série: A Justiça de Deus 

Jesus, o rejeitado dos Homens :: Devocional

14.Dezembro :: Jesus, o rejeitado dos Homens

É incrível como uma notícia pode ser recebida de modo tão diferente pelas pessoas. A vitória de um partido nas eleições é celebrada pelos seus apoiantes e desprezada pelos opositores. Uma promoção no emprego é alegria para uma família e inveja para os competidores. O modo como nos posicionamos perante as circunstâncias determina as reacções que elas nos provocam.

A chegada de Jesus, o Messias há tanto tempo prometido, era uma boa notícia.

“E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:
Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.”
(Lucas 2:10-11)

Mas, a novidade não foi motivo de alegria para todos. Os líderes religiosos, os judeus mais fervorosos e fanáticos, que deveriam reconhecê-lo imediatamente pelo cumprimento das profecias, não O aceitaram. Os líderes políticos, como Herodes, viram nEle uma ameaça ao seu poder sobre o povo. E, desde logo, moveram contra Ele intensa perseguição.

Uma das profecias mais negras acerca da vinda do Messias veio pela voz do profeta Jeremias, avisando que antes que viesse o consolo, a libertação e a restauração, haveria choro e lamentação.

“Assim diz o SENHOR: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos; não quer ser consolada quanto a seus filhos, porque já não existem.
Assim diz o SENHOR: Reprime a tua voz de choro, e as lágrimas de teus olhos; porque há galardão para o teu trabalho, diz o SENHOR, pois eles voltarão da terra do inimigo.
há esperança quanto ao teu futuro, diz o SENHOR, porque teus filhos voltarão para os seus termos.”
(Jeremias 31:15-17)

O aviso de Deus cumpriu-se de modo terrível aquando do nascimento de Jesus Cristo.

“Depois que partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e disse-lhe: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito. Fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo“.
Então ele se levantou, tomou o menino e sua mãe durante a noite, e partiu para o Egito,
onde ficou até a morte de Herodes. E assim se cumpriu o que o Senhor tinha dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu filho”.
Quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos magos, ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades, de acordo com a informação que havia obtido dos magos.
Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias:
“Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação; é Raquel que chora por seus filhos e recusa ser consolada, porque já não existem”.”
(Mateus 2:13-18)

Miraculosamente Deus protegeu a José, Maria e Jesus. Não é o Homem que impedirá os planos de Deus. A rejeição de uns não será o prejuízo de todos. Ainda que muitos, pelo seu amor ao mundo, ao dinheiro, ao pecado, rejeitem o Salvador, outros, humildemente O recebem com alegria. O maior impedimento que Deus encontra para salvar o Homem é o coração obstinado do próprio Homem. Essa é a barreira que tu mesmo precisas ultrapassar. Não rejeites a Cristo.

Retrato religioso global

Depois do retrato religioso português que analisamos anteriormente aqui, recebo um boletim com notícias globais. O Religion Today é um feed de notícias sobre religião compilado pelo grupo Crosswalk. No boletim de hoje, 3 notícias chamaram a minha atenção:

1. Nova tradução da Bíblia em Inglês omite “Jesus Cristo” e “Apóstolo”

Uma nova tradução da Bíblia para o Inglês não contém o nome “Jesus Cristo” ou “anjo”, e prefere o termo “emissário” a “apóstolo”. A Voz, que substitui “Jesus Cristo” por termos como “Jesus o Ungido”, foi publicada no mês passado pela Thomas Nelson Publishing. O editor do projecto, Frank Couch, disse que o propósito da A Voz é tornar a Bíblia mais fácil de entender para as audiências modernas. “A Voz não reclama ser mais rigorosa do que qualquer outra tradução, mas, procura ser mais facilmente entendida do que qualquer outra.”, disse. “A Escritura é apresentada não como um documento académico, mas como uma história cativante.”

2. Mundo em silêncio enquanto na Arábia Saudita se procura “destruir” todas as igrejas

O Grande Mufti do Reino da Arábia Saudita declarou que “é necessário destruir todas as igrejas (entenda-se, cristãs) na Península Árabe”. Cliff May,  presidente da Fundação para a Defesa das Democracias, questiona-se acerca do silêncio mediático de tal incitamento e perseguição movida contra os cristãos, supondo que o receio de promover uma certa islamofobia pode estar na base desse ignorar de tão preocupantes notícias.

NOTA: Infelizmente a perseguição aos cristãos continua a ser uma realidade em muitos lugares do mundo, facto que se tem agudizado com as crescentes tensões religiosas/militares/terroristas a que vimos a assistir.

3. Ateus exigem que as Cruzes do Campo Militar dos Marines em Pendleton sejam removidas

A Associação Militar de Ateus e Pensadores Livres ameaçou com um processo judicial se as 13 cruzes no cimo de uma colina na base militar de Pendleton não forem removidas. A sua argumentação baseia-se na separação entre a Igreja e o Estado que estará a ser violada pela presença das cruzes que foram ali colocadas por sete militares em sinal de luto pelos companheiros mortos em combate.

Analiso estas três notícias como um bom retrato global sobre os desafios à fé cristã neste início de século. Três estratégias parecem delinear-se claramente diante dos nossos olhos com a finalidade de exterminar a fé cristã do mundo.

  1. Descredibilizar e apagar da História a Pessoa, Personalidade, e Obra de Jesus Cristo.
  2. Perseguir a Igreja, forçando-a à clandestinidade.
  3. Impedir manifestações públicas de fé, com o argumento de que isso colide com a liberdade de outros – será que o contrário também não é verdade? – empurrando para fora do espaço público, social, cultural qualquer testemunho acerca de Deus e Jesus Cristo.

Nenhuma destas coisas nos surpreende. O Senhor avisa-nos acerca delas. (2Tm.3:1) Mas, devemos estar vigilantes e preparados para os desafios crescentes a que a nossa fé será submetida. Tu, estás pronto?

Deus e os quebrantados

“O espírito do homem susterá a sua enfermidade, mas ao espírito abatido, quem o suportará?” Provérbios 18:14

Estar perto de alguém quebrantado não é fácil. A dor que lemos no rosto e nos gemidos do outro faz-nos sentir desconfortáveis. E, a impotência para mudarmos a sua situação faz-nos sentir um pouco sem jeito, sem saber o que fazer ou dizer.

O quebrantamento – nosso ou dos outros – confronta-nos com a nossa fragilidade. Somos quebrados, amachucados, abatidos até ao chão, e não podemos resistir. Somos vencidos, domados na nossa fúria e raiva que nos cega. Somos enfraquecidos, drenados de vigor, de energia, de entusiasmo. Somos prostrados.

Por vezes, é simplesmente a vida que nos machuca. Outras, as palavras de um amigo. Ou, um olhar interior que revela que ainda não somos que queremos ser.

Esses tempos difíceis podem ter um propósito:

“Os tempos difíceis são uma lente de aumento que nos mostra quanto precisamos dEle. É quando podemos sentir mais a presença de Deus. Lembra-te: Ele está perto do coração quebrantado, por isso não isto não deve ser uma surpresa.” – Josh Wilson, a propósito da sua música “Fall Apart“.

Deixa que Deus te sustente o coração quebrantado. Deixa que Ele te levante. Restaure. Molde. Para Sua Glória.

“(…) a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” Salmos 51:17

“Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.” Salmos 34:18