A igreja local – oficina espiritual do Amor

“A igreja local, portanto, pode ser vista como uma oficina espiritual para o desenvolvimento do amor agape. As tensões e restrições de uma comunhão espiritual oferecem a situação ideal para testar e amadurecer de todas as importantes qualificações para a nos submetermos a Deus.

A maioria das controvérsias nas igrejas locais são produzidas, não primeiramente sobre diferenças no essencial, mas pelas ambições humanas não santificadas, invejas e choques de personalidades. A verdadeira raiz de muitas destas situações é a pequenez espiritual de crentes individuais, revelando uma lamentável imaturidade em amor. Por isso mesmo a congregação local é um dos melhores laboratórios onde os crentes individuais podem descobrir a sua carência espiritual e começar a crescer em amor agape. Isto é alcançado através de verdadeiro arrependimento, humilde confissão dos pecados de ciúme, inveja, ressentimento, etc., e pedindo perdão uns aos outros. Esta abordagem resultará em crescimento real no amor que tudo cobre.”

– Paul E. Billheimer, em Love Covers

– citado por Alexander Strauch em Biblical Eldership – An Urgent Call To Restore Biblical Church Leadership

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Passos de bebé

passos de bebe

“Há uma coisa que o Senhor me mostrou recentemente através do meu filho bebé. Ele está a aprender a ficar de pé. Um destes dias reparei como ele mal se segura em pé e como rapidamente cai. Mesmo assim, eu alegro-me em vê-lo, e dou por mim a aplaudir e a louvá-lo quando fica em pé, nem que seja por uns segundos. Normalmente, quando aplaudo porque ele está em pé, ele começa a rir e a agitar os braços com alegria até que cai. O Senhor mostrou-me – eu sou assim. Mal me sustendo em pé, rapidamente orgulhoso e a cair, e, mesmo assim, o Senhor se deleita quando me levanto mesmo nas pequenas coisas. Mais uma vez, maravilhoso. Pode mesmo ser assim? Estou maravilhado e humilhado.”

John Dees

 

Crescer nas tribulações

Nos últimos dias tenho meditado no Salmo 116. Este Salmo é o testemunho público de um homem que passou por uma tremenda tribulação que quase o levou à morte. O que este homem tem para dizer é surpreendente:

Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?
Salmos 116:12

Crescer nas Tribulações

Encontrar motivos de gratidão nas circunstâncias difíceis e no sofrimento não é a reacção natural e esperada. Mais rapidamente encaramos o sofrimento como justificação para a nossa raiva contra Deus. Entendemos o nosso sofrimento como um fracasso do Amor de Deus.

A razão pela qual pensamos assim é que escolhemos desconfiar de Deus ao invés de O buscarmos em fé. O testemunho do salmista é: “invoquei o nome do Senhor”. Deus honrou a sua fé. E, a sua vida nunca mais foi a mesma.

Nesta sua experiência dramática o homem aprendeu duas coisas: a conhecer a Deus, e, a deixar que esse conhecimento transformasse a sua vida.

Que Deus nos ajude a aprender com o seu exemplo.

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Podes ler mais sobre esta reflexão em Pregações: Crescer na Tribulação.

Também podes ouvir o sermão sobre o Salmo 116 (aprox. 40min):

Erguendo à altura dos desafios

Os últimos dias têm sido agitados. Com as reuniões especiais de aniversário da IEAveiro, as pregações noutras igrejas, a família, e o trabalho tenho tido pouco tempo para actualizar o blog. Além disso o meu PC tem estado pouco colaborante e penso que está na altura de lhe fazer um extreme makeover, também conhecido por “format c:”. 🙂

Publicação1Dou graças a Deus pelos desafios que Ele tem trazido à minha vida (e de toda a congregação) durante as reuniões de aniversário. Consigo entender os benefícios da prática da igreja primitiva ao “perseverar unânimes todos os dias no templo” (Atos 2:46). A reunião diária da igreja em comunhão fraternal, louvor a Deus e meditação da Palavra produz em poucos dias mais do que meses de reuniões semanais. É como se, dessa forma, a Palavra estivesse sempre presente, com mais força e eficácia sobre os nossos corações e mentes, porque o Senhor, na Sua sabedoria vai lançando desafio sobre desafio, orquestrando todas as coisas para cumprir os Seus propósitos.

Tem sido assim nestes dias. Fui desafiado à autenticidade e simplicidade da fé, à confiança plena e exclusiva no poder de Deus revelado no Evangelho, ao descanso na soberania de Deus que conhece todas as coisas e me revela a Sua sabedoria. Ao ser desafiado desta maneira, Deus tem operado um processo de renovação em mim.

A cada passo sou conduzido ao quebrantamento e lamentação pelo meu fracasso em viver a plenitude da vontade de Deus para mim. É bom quando ainda podemos ser convencidos do nosso pecado e abandonamos todo o orgulho e altivez para nos submetermos a Cristo. Mas, o melhor de tudo, é que Deus não nos deixa na nossa humilhação. Tendo cumprido o propósito de nos limpar dos pecados, até mesmo dos que nos são ocultos, o Pai nos levanta em alegria, restaurados e capacitados para o conhecer, amar e servir.

Ó Deus, meu Senhor, meu Pai, meu Aba. Quão insondável é o teu Amor por mim. Quão carinhosas as tuas mãos que me corrigem. Grande és Tu em poder, glória e Santidade. Grande é a Tua misericórdia, pois me salvaste a mim, desprezível pecador.

A minha oração é que o Senhor me ajude a estar à altura dos desafios que tem colocado diante de mim. Que pela Sua Graça e Misericórdia a minha vida glorifique o Seu Nome.

Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Filipenses 1:20

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Nos próximos dias vou disponibilizar o resumo e áudio dos 2 sermões que o Senhor me deu e que já partilhei neste fim-de-semana. São eles:

  • “Servos precisam-se: Requisito: Carácter santo!”
  • “Há um Deus nos Céus, o qual revela os segredos.”

Espero que, através deles, o Senhor desafie a vossa vida tanto como desafiou a minha.

O estudo sobre a “Justiça de Deus” (podes acompanhar aqui) também será retomado em breve. Deus te abençoe.

“P” de Presença

A saudade é um sentimento português. Bem, talvez não o sentimento mas a palavra que o expressa. Afinal, o coração de todos os Homens anseia pela comunhão dos que estão ausentes. Todos já passamos o dia com o coração aos pulos pela antecipação do reencontro com alguém querido. Os minutos contados até estar com o amado(a). A lembrança dos mimos dos filhos. A vontade de pular para o colo dos pais. A distância faz-nos sentir a importância do outro, e, por nossa vontade nunca estaríamos separados.

A parte mais difícil do nosso relacionamento com Deus talvez seja lembrarmo-nos e experimentarmos a Sua presença constante. A essa dificuldade não é alheio o facto de Deus ser espírito, logo, invisível, impalpável, e, por isso, mais facilmente esquecível. “Longe da vista, longe do coração” como diz o ditado popular não pode expressar a realidade do nosso relacionamento com Deus. Nada transformará tanto as nossas vidas como a prática constante da Presença de Deus. Considera o Salmo 23.

“O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.”

A canção da Presença de Deus. Davi era um homem experimentado na intimidade com Deus. Não é por acaso que Deus o chama “homem segundo o meu coração”. (At.13:22) O Salmo 23 expressa bem essa intimidade e todos os benefícios que Davi retirava dela.

Demoremo-nos considerando o impacto que a Presença Viva de Deus tem na nossa vida.

  • Paz. Andar na Presença de Deus significa em primeiro lugar estar em paz com Ele. Isto é, já reconciliado com Ele em Cristo Jesus. (Rm.5:1) Tanto o verbo estar como andar expressam que essa experiência é contínua. A confirmação da nossa paz com Deus vem de andarmos com Ele. Por outro lado, temos a paz de Deus. (Col.3:15) A quietude e descanso de sabermos que Ele está connosco e no controlo de todas as circunstâncias.
  • Provisão. Deus cuidará de ti. Não te deixará em necessidade. Não precisas ficar ansioso, antes busca-O acima de todas as coisas, e Ele mostrará a Sua fidelidade para contigo. (Mt.6:25-34)
  • Protecção. Ele é Quem te livra do mal. Dos perigos. Das tentações. Ninguém intentará acusação contra os escolhidos de Deus. Ele é o teu refúgio e fortaleza, O que firma os teus passos, e te conduz ao lugar seguro. Mas, para que a Sua protecção seja manifesta e eficaz em ti, tens de estar perto d’Ele e obedecer à Sua voz de comando. (Rm.8:31-39)
  • Prazer. Caminhar com Deus não é um fardo. É verdade que esse é o caminho da negação pessoal, do “tomar a cruz”, mas, não é um fardo. O pecado é que pesa sobre ti, que te limita e afunda. O jugo de Jesus é suave e conduz-te ao descanso. A presença de Deus satisfaz abundantemente. (Mt.11:28-30)
  • Prioridades. Apesar de teres um alvo, há muitas coisas no caminho que te seduzem e te atraem para atalhos mortais. A presença correctiva, disciplinadora, condutora e instrutora de Deus vai conduzir-te sempre ao lugar onde deves estar – o centro da Sua vontade. (Hb.12.6-11)
  • Plenitude. O copo só transborda se for continuamente cheio com algo novo. Assim que te afastas da presença de Deus a tua vida entra em declínio, mas, perto, serás renovado a cada dia pela experiência das Suas misericórdias que são novas a cada manhã. (Lm.3:22-26)

É uma loucura desprezar a benção da presença de Deus. Mas, por vezes, parece-nos tão difícil manter viva essa realidade no nosso dia-a-dia. Vivemos num ciclo pernicioso de afastamento e reconciliação, como um casal disfuncional que passa a vida em conflito, nunca experimentando a doçura de um relacionamento de intimidade crescente e duradoura. Sem intimidade não há crescimento. Proponho 3 estratégias para viveres a presença de Deus de um modo natural no teu dia-a-dia:

  1. Fala com Deus com frequência.Não reserves a oração para momentos específicos do dia. É verdade que os momentos de solitude são muito importantes e deves guardar um tempo específico para estar e falar com Deus. Mas, não reduzas a tua comunhão a isso. Imagina como seria estranho se estivesses com um amigo o dia inteiro e só falasses com ele quando iniciavas uma refeição e num período de 15min. pré-determinado e durante o resto do tempo fingias que ele não estava lá. Esquisito, não? É isso mesmo que fazemos com Deus. Agimos como se Ele não estivesse lá. Fala com Deus durante o dia. Em orações audíveis ou silenciosas. Para pedir ajuda ou dar graças. Para simplesmente louvar e adorar. Neemias era um homem assim. Ele fez a oração mais rápida de que temos registo na Bíblia. (Ne.2:1-6) Um dia estava a falar com o rei e quando este lhe fez uma pergunta, num micro-segundo, Neemias orou e imediatamente respondeu ao rei. Isso é viver a presença de Deus.
  2. Inclui Deus na tua linguagem. Tenho a certeza que conheces alguém com quem é impossível falar sem que essa pessoa não comece a debitar versículos bíblicos, ou a falar de Deus, e encaminhar a conversa para pensar em Deus. Podem estar a falar do tempo, das notícias, do emprego, da família. Não importa. Mais cedo do que tarde a conversa vai sempre incluir algum pensamento acerca de Deus. Sabes o que a Bíblia diz acerca disso? Que “a boca fala do que o coração está cheio”. (Lc.6:45) Em boa verdade, o mandamento do Senhor é esse mesmo. Enche o teu coração e mente com as coisas boas de Deus (Fl.4:8), e, no abrir da tua boca, Deus será o teu grande tema.
  3. Testifica do que Ele tem feito por ti e em ti. Partilha com os outros a tua experiência com Deus. Quando fazes isso, tratando Deus como uma pessoa bem real para ti, tão real como os teus amigos, colegas ou familiares, manténs viva a presença de Deus não só para ti, mas, também para eles. Quando alguém morre, os que ficam mantêm vivo o seu legado e memória falando sobre ele. Quando cessam as histórias, cessa a memória, e com a memória cessa a presença. (Is.26:8)

Muda a sabedoria popular. Que para ti Deus esteja “longe da vista, mas, perto do coração”!

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