A glória de Deus – parte I: Conhecer a Deus

Todos precisamos mais de duas coisas: de vontade de estar perto e em comunhão íntima com Deus, e de uma paixão que nos leve à obediência ao Evangelho. (podes ler mais sobre isto aqui e aqui) Reconhecendo a nossa necessidade a pergunta que urge é: “Como é que eu posso chegar lá?”

Já ouvimos os conselhos: ler mais a Bíblia, orar, estar com outros irmãos, envolver-se em ministérios. São bons conselhos e úteis, mas, se vistos como um fim em si mesmos serão estéreis para a vitalidade espiritual. Todos eles são um meio para chegar aquilo que pode realmente mudar o nosso coração e mentalidade – conhecer Deus. Conhecê-lo de tal maneira que sejamos invadidos pela certeza da Sua presença. Conhecê-lo de tal maneira que sejamos conquistados e assombrados pela Sua glória. Esse é o único caminho para a transformação radical do nosso discipulado.

Definir glória é difícil. Definir a glória de Deus ainda mais. Se buscarmos no dicionário por uma definição encontraremos um significado tão abrangente como: honra, fama, esplendor ou magnificência. Falamos de glória perante um feito desportivo extraordinário como um novo recorde mundial. Falamos da glória de um espectáculo artístico deslumbrante. Falamos de glória para reconhecer um talento ou feito que julgávamos impossível. Falamos de glória quando assistimos a um por-do-sol na praia ou estamos perante uma paisagem tão bela que nos deixa sem palavras.

A glória não é, portanto, uma coisa tangível ou palpável. É a beleza radiante, o esplendor, o assombro que sentimos perante algo. A glória de Deus é a beleza e o esplendor magnífico das Suas obras, carácter e santidade. É o modo podemos perceber quem Ele é. A glória de Deus é a expressão visível dos Seus atributos invisíveis.

Como percepcionamos a glória de Deus?

O Salmo 19 diz que os céus e toda a criação declaram a glória de Deus. O Salmo 50 diz que neles vemos o resplendor de Deus. E, Isaías 6 diz que a Sua glória enche a terra. Não há um lugar em todo o universo para onde possas fugir da radiante majestade da glória de Deus. No Salmo 29 lemos que a Sua santidade é bela, logo, gloriosa. A visão de Isaías (cap. 6) também confirma essa ligação entre a manifestação da Sua santidade e a glória. Em Lucas 2:6 vemos que a glória de Deus pode produzir temor. A mesma ideia está presente em 2 Crónicas 7, na dedicação do templo, quando a glória do Senhor encheu o lugar. O mesmo texto, no entanto, aponta a manifestação da Sua glória como uma prova do Seu Amor e bondade, e portanto, é um convite a adorá-lo. O Salmo 96 confirma esta ideia quando nos convida à presença de Deus para adorar.

Poderíamos continuar com muitos textos demonstrando que é possível perceber a glória de Deus através de muitas circunstâncias e contextos, e que essa percepção pode produzir em nós diferentes reacções. Isaías pensou que ia morrer (Is.6:5). Moisés desejou ver a glória de Deus e sentiu toda a Sua bondade (Ex.33:18-23)

Três níveis de expressão da glória de Deus

Quero chamar a atenção para três maneiras através das quais temos um encontro com a glória de Deus. Cada um dos níveis coloca-nos num patamar diferente da nossa percepção de quem Deus é. À medida que aprofundamos o conhecimento a nossa consciência de Deus cresce e com ela a nossa responsabilidade perante Ele.

A criação

O Salmo 19 diz que “Os céus declaram a glória do Senhor; o firmamento anuncia a obra das Suas mãos.” (vs.1). Como é que os céus declaram a glória de Deus? Sendo a manifestação visível do Seu imenso poder criador. Quando contemplamos a criação – desde a vastidão do Universo ao componente microscópico de uma célula – somos assombrados pela sua perfeição e harmonia. A imensa diversidade de coisas criadas mostra a criatividade do Criador. Mas, não é só o poder absoluto de Deus que está demonstrado na criação. Há a Sua sabedoria, perfeição, amor e bondade. A alegria imensa de Deus em revelar-se às Suas criaturas.

A Sua glória e majestade são reveladas sem palavras (vs.3). Mesmo sem palavras esta revelação de Deus já nos diz o suficiente para que O temamos e adoremos. Por isso, todos – isto é, todo o homem e mulher que já pisou a face deste planeta – está sem desculpa diante de Deus por falhar em cumprir esse propósito (Rm.1:18-20).

A Palavra

Se a criação nos fala sem palavras, a revelação de Deus ao Homem não se fica pelo silêncio. Deus falou. Exprimiu os Seus pensamentos. Revelou a Sua vontade. Desafiou. Corrigiu. Avisou. Tudo de forma inteligível para o Homem. A revelação concreta de Deus através da Sua Palavra é outra das manifestações da glória de Deus.

O Salmo 19 continua dizendo que a Palavra de Deus é perfeita, refrigério, fiel, sábia, recta, alegria, pura, luz, eterna, verdadeira, justa e desejável (vs.7-10). A Palavra de Deus é um reflexo do Seu carácter Santo. Por ela temos a percepção de uma outra dimensão da natureza divina – o seu carácter moral. Assim percebemos que o Deus glorioso em obras, é também o Deus glorioso em carácter.

A Santidade e Justiça

Quando eu conheço o Deus moral eu aprendo sobre santidade. Há medida que aprendo sobre a perfeição de Deus, a Sua verdade absoluta, a Sua justiça intocável, a Sua fidelidade, e a total ausência de falhas de carácter, de prática ou de contradições sobre Si mesmo, eu ganho um senso da santidade divina. A Sua santidade é a expressão máxima da Sua glória.

Quando eu sou confrontado pela manifestação gloriosa da santidade de Deus e ganho imediata consciência da minha falta dela. E, entendo outra coisa, que a minha falha em ser santo é uma ofensa à santidade absoluta de Deus. Porque, como Ele é Santo, eu deveria ser santo (1Pe.1:16). A criatura deve honrar o Seu Criador. Por isso, quando Isaías teve a visão do trono de Deus (Isaías 6) e ouviu os serafins clamando sem cessar “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos! Toda a terra está cheia da Sua glória!” (vs.3), ele pensou que não iria sobreviver (vs.5). Porquê? Porque Ele estava na presença do Santo, sem ser santo. Mas, ele foi purificado por Deus (vs.7). E não morreu. Pelo contrário, Isaías dedicou a sua vida à única causa possível – honrar a glória do Santo Senhor de tudo (vs.8).

Como é que isto afecta a minha cosmovisão?

Cada um destes níveis de percepção da glória de Deus dá-me um maior conhecimento acerca de quem Ele é, e sobre o que Ele quer para a minha vida. Isso aumenta a minha responsabilidade perante Ele. Mas, também aumenta o meu gozo da Sua Pessoa. Lembra-te que a glória é algo extraordinário, acima do que podemos imaginar, algo incrível e belo, que nos fascina e assombra, que mexe com cada fibra do nosso ser e nos leva ao êxtase.

Vou responder à pergunta com duas conclusões pessoais:

  1. Se estou vivo tenho inevitavelmente uma responsabilidade perante Deus – adorá-lo. Ainda que não O conheça perfeitamente, ou que não entenda o que Ele está a fazer na minha vida, aquilo que conheço é mais do que suficiente para o adorar pela eternidade.
  2. Se conhecer mais a Deus me fará amá-lo e desejá-lo mais, honrando-O com a minha vida, então, ainda que isso aumente a minha responsabilidade perante Ele, eu quero prosseguir nesse caminho, porque eu quero mais da beleza da Sua glória em mim. E, se esse é o caminho, eu vou levar esse conhecimento da glória de Deus a todos aqueles que ainda não O conhecem.

E tu? Convido-te a partilhares os teus pensamentos sobre o assunto na caixa de comentários abaixo ou através do Facebook. Como é que conhecer a Deus desta maneira afecta a tua vida e a tua visão do mundo?


 

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O Vigia sobre o muro

“Os mestres da igreja devem desvendar todas as partes gloriosas da Escritura e todas as partes difíceis, todas as promessas e todos os avisos, todas as bençãos e todas as maldições, todas as partes que nos fazem sorrir e todas as partes que nos fazem franzir o rosto.

Ó pastores, que nunca aconteça que alguém que esteve debaixo da tua pregação ou alguém debaixo do teu cuidado pastoral possa estar diante de Deus no Julgamento Final e dizer: “Nunca ninguém me disse que eu precisa de um Salvador.”

Reverendo Kevin DeYoung

(podes ler o artigo completo em inglês aqui)

Textos Bíblicos mais populares em 2013

A aplicação de leitura da Bíblia “YouVersion” – talvez a mais utilizada em todo o mundo, 123.325.838 utilizadores e a crescer – divulgou os dados estatísticos de utilização no ano de 2013.

YouVersion - versículo do ano

O texto mais lido, procurado, sublinhado, comentado e partilhado do ano, e, por isso, eleito versículo do ano foi:

Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.
Filipenses 4:13

É um estrondoso testemunho do apóstolo Paulo sobre a Graça divina na sua vida. Pergunto-me se todos os que partilharam este texto entenderam o seu significado. Esta declaração de Paulo é usada muitas vezes para apresentar uma visão da vida cristã isenta de problemas. “Se és filho de Deus, és um vencedor! Podes derrotar os teus problemas em Nome de Jesus! Repreende a doença, a falta de dinheiro, as tribulações! És mais que vencedor!”

Embora haja verdade nessas afirmações, elas não representam toda a verdade! A declaração de Paulo surge no contexto do seu testemunho sobre a sua dependência e satisfação em Deus. Paulo testifica acerca das dificuldades que frequentemente lhe sobrevêm e do modo como a Graça de Deus lhe basta para se sentir em paz. A vitória não é o livramento da tribulação mas o gozo da Paz e graça de Deus mesmo quando tudo corre mal. Que aprendamos com o seu exemplo!

Outros textos mais partilhados foram:

YouVersion - versículos mais partilhados

Estes textos são uma boa colectânea de encorajamento, esperança e consolo que fluem do reconhecimento da Soberania de Deus sobre as nossas vidas. Que saibamos sempre estimular-nos à Fé e às boas obras!

Os capítulos mais lidos foram:

YouVersion - capítulos mais lidos

O capítulo 8 de Romanos (ler aqui) encabeça a lista – lido 4 vezes por segundo! Este capítulo descreve a preciosa, imparável, infalível, e imutável Salvação de Deus. Que consolo é para nós saber que Aquele que em nós começou a boa obra, a completará até ao fim! (Filipenses 1:6)

Em vista de uma tão grande Salvação o nosso “culto racional” é: as nossas vidas vividas para o louvor d’Aquele que nos chamou! É isso que lemos em Romanos 12 (ler aqui).

Essa prática de vida rompe com muitos dos preconceitos que tínhamos. O caminho das bem-aventuranças – ou seja, do ser feliz – é radicalmente diferente do que o Mundo propõe. Jesus ensinou-nos esse caminho em Mateus 5 (ler aqui).

Mas, porque sem Amor as nossas maiores obras são inúteis, em 1 João 4 (ler aqui) aprendemos a linguagem do Amor. Do Amor de Deus por nós. De nós por Deus. De nós pelo outro, como expressão de adoração a Deus. Porque, “o perfeito amor lança fora o medo”.

E, se por vezes fraquejamos e sentimo-nos perdidos e confusos, “olhemos firmemente para Jesus”! Em Hebreus 12 (ler aqui) aprendemos a ser imitadores de Cristo na obediência ao Pai. Aprendemos que a “disciplina e correcção do Senhor”” é motivo de alegria e consolo, porque é sinal que somos d’Ele, e de que Ele trabalha nas nossas vidas para bem!

Continuemos a buscar o Senhor na Sua Palavra.

Tenho desejado a tua salvação, ó Senhor; a tua lei é todo o meu prazer. Salmos 119:174

A Bíblia num ano

Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.
Com todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos.
Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.
Salmos 119:9-11

Este ano decidi ler, mais uma vez, toda a Bíblia. Desta vez, escolhi ler pela ordem cronológica de acontecimentos. Os Livros da Bíblia estão organizados por Categorias e não por ordem cronológica.

A grande divisão da Bíblia é o Antigo ou Velho Testamento e o Novo Testamento. Alguém disse que o Antigo Testamento é o Novo escondido; e o Novo Testamento é o Antigo explicado. As duas partes formam uma unidade sólida que apresenta a revelação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador.

O Antigo Testamento tem 39 livros, escritos por diferentes autores em distintos períodos históricos. É normalmente dividido nas seguintes categorias:

Pentateuco ou Livros da Lei

  • Genesis
  • Êxodo
  • Levítico
  • Números
  • Deuteronómio

Livros Históricos

  • Josué
  • Juízes
  • Rute
  • 1 e 2 Samuel
  • 1 e 2 Reis
  • 1 e 2 Crónicas
  • Esdras
  • Neemias
  • Ester

Livros Poéticos ou de Sabedoria

  • Salmos
  • Provérbios
  • Eclesiastes
  • Cantares

Livros Proféticos

  • Isaías
  • Jeremias
  • Lamentações
  • Ezequiel
  • Daniel
  • Oséias
  • Joel
  • Amós
  • Obadias
  • Jonas
  • Miquéias
  • Naum
  • Habacuque
  • Sofonias
  • Ageu
  • Zacarias
  • Malaquias

O Novo Testamento é composto por 27 Livros também escritos por diferentes autores, mas, num período histórico mais curto – todos os autores eram contemporâneos. Esta porção das Escrituras é normalmente dividida da seguinte forma:

Evangelhos

  • Mateus
  • Marcos
  • Lucas
  • João

Histórico

  • Actos

Epístolas

  • Romanos
  • 1 e 2 Coríntios
  • Gálatas
  • Efésios
  • Filipenses
  • Colossenses
  • 1 e 2 Tessalonicenses
  • 1 e 2 Timóteo
  • Tito
  • Filemon
  • Hebreus
  • Tiago
  • 1 e 2 Pedro
  • 1, 2 e 3 João
  • Judas

Profético

  • Apocalipse

Por causa desta organização por categorias de estilo literário a linha cronológica de acontecimentos nem sempre fica clara ao leitor. Por exemplo, os Livros Proféticos do Antigo Testamento foram escritos no tempo histórico dos Livros Históricos. As Epístolas do novo Testamento foram escritas, na maioria, no tempo histórico descrito no Livro de Actos. Assim, torna-se interessante fazer uma leitura da Bíblia por sequência cronológica.

Embora com diferentes métodos, o importante é ler e meditar. Mas, incentivo a todos a lerem a Bíblia inteira, numa leitura sistemática, pelo menos uma vez – estou certo que não vão ficar pela primeira! A leitura sistemática vai dar uma compreensão maior e melhor do glorioso plano de Deus na redenção do Homem.

Já tive o privilégio de ver ao vivo o quadro “Guernica” de Pablo Picasso, no Museu Nacional Rainha Sofia, em Madrid. A tela é imensa – uns assombrosos 346 cm x 776 cm! Ao aproximarmo-nos podemos ver os pormenores mas, para captar o sentido do quadro, sentir o assombro, é preciso recuar e ver de longe.

A leitura sistemática de toda a Escritura é como esse “recuar e ver de longe” para sentir o assombro da glória de Deus revelada ao Homem.

Se me quiseres acompanhar neste desafio podes descarregar o Plano de Leitura Cronológico. Boas leituras. Deus te abençoe!

Jesus, o desejado das nações

10.Dezembro :: Jesus, o desejado das nações

Desde a Queda que a criação anseia por redenção. Se a soberania amorosa de Deus pareceu castradora a Adão e Eva, uma vez experimentada a escravidão humilhante e destrutiva do pecado, o Homem tem buscado libertar-se dos grilhões pesados e inflamados que o puxam para a ruína eterna.

Desde a Queda que Deus oferece redenção. As promessas feitas aos primeiros pais foram-se revelando ao longo da História e caminhando para o clímax perfeito da obra que Deus havia de realizar para restaurar o Homem. Quando Deus escolheu dentre todos os homens, um, Abrão, para mostrar ao mundo o Seu propósito fez-lhe uma promessa enigmática:

Então o Senhor disse a Abrão: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei.

“Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção.

Abençoarei os que o abençoarem, e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados“. (Gênesis 12:1-3)

Como poderia este homem, um desconhecido pastor de Ur, ser a benção de toda a terra? Mais tarde, quando se dispôs a sacrificar o seu filho Isaque num altar ao Senhor, Deus renovou a Sua promessa dizendo:

“Juro por mim mesmo”, declara o Senhor, “que por ter feito o que fez, não me negando seu filho, o seu único filho, esteja certo de que o abençoarei e farei seus descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar. Sua descendência conquistará as cidades dos que lhe forem inimigos e, por meio dela, todos povos da terra serão abençoados, porque você me obedeceu”. (Gênesis 22:16-18)

Deus revelava que não apenas Abraão seria uma benção, mas também a sua descendência seria benção para toda a terra. Muito tempo mais tarde, através do profeta Isaías ficamos a saber que:

Um ramo surgirá do tronco de Jessé, e das suas raízes brotará um renovo.

O Espírito do Senhor repousará sobre ele, o Espírito que dá sabedoria e entendimento, o Espírito que traz conselho e poder, o Espírito que dá conhecimento e temor do Senhor.

E ele se inspirará no temor do Senhor. Não julgará pela aparência, nem decidirá com base no que ouviu;

mas com retidão julgará os necessitados, com justiça tomará decisões em favor dos pobres. Com suas palavras, como se fossem um cajado, ferirá a terra; com o sopro de sua boca matará os ímpios.

A retidão será a faixa de seu peito, e a fidelidade o seu cinturão.

O lobo viverá com o cordeiro, o leopardo se deitará com o bode, o bezerro, o leão e o novilho gordo pastarão juntos; e uma criança os guiará.

A vaca se alimentará com o urso, seus filhotes se deitarão juntos, e o leão comerá palha como o boi.

A criancinha brincará perto do esconderijo da cobra, a criança colocará a mão no ninho da víbora.

Ninguém fará nenhum mal, nem destruirá coisa alguma em todo o meu santo monte, pois a terra se encherá do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar.

Naquele dia as nações buscarão a Raiz de Jessé, que será como uma bandeira para os povos, e o seu lugar de descanso será glorioso. (Isaías 11:1-10)

Ainda sem entendermos muito bem o que Deus faria agora sabemos que tantas gerações depois, Deus ainda mantém a Sua promessa. Um descendente de Jessé (também ele descendente de Abraão) viria cheio do Espírito para trazer redenção a toda a Terra. O desejado das nações traria finalmente o descanso.

Registro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão:

Abraão gerou Isaque; Isaque gerou Jacó; Jacó gerou Judá e seus irmãos;

(…)

e Jessé gerou o rei Davi. Davi gerou Salomão, cuja mãe tinha sido mulher de Urias;

(…)

e Jacó gerou José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.

Assim, ao todo houve catorze gerações de Abraão a Davi, catorze de Davi até o exílio na Babilônia e catorze do exílio até o Cristo.

Foi assim o nascimento de Jesus Cristo (Mateus 1:1-18)

Quando Jesus Cristo nasceu o propósito de Deus ficou ainda mais perto de se cumprir. E, pela Sua vida perfeita, morte expiatória e ressurreição gloriosa Deus atesta ao mundo inteiro que é em Jesus Cristo que há salvação. Ele é O desejado. A descendência de Abraão que abençoaria todas as nações da Terra.

“De fato, todos os profetas, de Samuel em diante, um por um, falaram e predisseram estes dias.

E vocês são herdeiros dos profetas e da aliança que Deus fez com os seus antepassados. Ele disse a Abraão: ‘Por meio da sua descendência todos os povos da terra serão abençoados’.

Tendo Deus ressuscitado o seu Servo, enviou-o primeiramente a vocês, para abençoá-los, convertendo cada um de vocês das suas maldades“. (Actos 3:24-26)

Isso para que em Cristo Jesus a bênção de Abraão chegasse também aos gentios, para que recebêssemos a promessa do Espírito mediante a fé. (Gálatas 3:14)

Assim também as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. A Escritura não diz: “E aos seus descendentes”, como se falando de muitos, mas: “Ao seu descendente”, dando a entender que se trata de um só, isto é, Cristo. (Gálatas 3:16)

E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa. (Gálatas 3:29)

A salvação por que anseias está em Jesus Cristo. Glória a Deus por que manteve fiel a Sua promessa e nos trouxe o Salvador, para desfazer os grilhões do pecado, da morte e do juízo e nos conduzir ao descanso na Casa do Pai.