Jesus, o esmagador da serpente :: Devocional

3.Dezembro :: Jesus, o esmagador da serpente

No mundo perfeito criado por Deus entrou o Perturbador. Adão e Eva, criados à imagem e semelhança de Deus, para com Ele se relacionarem, receberam o mais precioso de todos os dons: a liberdade. Não era por imposição ou obrigação que amavam o Senhor, mas por escolha. Assim como foi por escolha que decidiram dar ouvidos a Satanás e desobedecer ao Criador.

A desobediência trouxe consequências catastróficas para a Humanidade. Pecado. Morte. Perda de comunhão. Vergonha. Ira. Castigo. Mas, na desolação do fracasso do Homem, Deus traz uma promessa de Redenção.

“Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.

E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Génesis 3:14,15)

O triunfo do perturbador Satanás, arruinando a Criação perfeita de Deus, não era a palavra final. A serpente seria esmagada – o diabo vencido. E, por quem? Pela semente da mulher. Uma promessa tão misteriosa que era ainda difícil de discernir. Mas, eis que 4000 anos depois,

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,

Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.

E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.

Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.” (Gálatas 4:4-7)

A promessa do Éden cumpre-se em Jesus Cristo, e, de uma forma absolutamente gloriosa. Ele veio remir-nos, isto é, libertou-nos da dívida que tinhamos para com a justiça de Deus por causa do nosso pecado. E, por causa dEle, podemos ser acolhidos por Deus como filhos e herdeiros. Que mudança! De criaturas caídas a filhos de Deus!

O plano de Satanás foi frustrado pelo coração amoroso, compassivo, misericordioso e justo de Deus, que se dispôs a sacrificar o Seu próprio Filho para resgatar o Homem que O rejeitou no Éden. A serpente foi esmagada, e o Filho de Deus ferido.

“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.

E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.” (Colossenses 2:14,15)

Foi por Amor de mim e de ti…

O predador mais perigoso do mundo!

Li um artigo sobre um tubarão que se diz ser o mais lento do mundo! A julgar pela velocidade a que se desloca, 0,74 m/s (máx.),  acredito que seja mesmo! 🙂 Apesar da sua calma em fazer tudo – muito justificada pelas temperaturas baixas das águas polares em que vive – ele é o terror das suas presas, as focas. As focas são exímias nadadoras e  significativamente mais rápidas do que o tubarão, o que torna surpreendente o seu sucesso nas caçadas. A explicação agora avançada por um grupo de investigadores indicia a perigosidade deste animal: ele ataca as suas presas quando elas estão a dormir! A sua limitação – a falta de velocidade para uma perseguição hollywoodesca – é anulada pelo brilhantismo da sua estratégia. (Fonte: Naturlink)

Lembrei-me de um conselho de Deus para o nosso sucesso espiritual:

“Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.” (Efésios 5:14)

O nosso inimigo, o diabo, não tem poder para nos devorar, mas, se és apanhado a dormir…

Gerir expectativas

Texto-base: Malaquias 3:13-18

As expectativas são uma parte fundamental da vida. São elas que criam a motivação para fazer tudo quanto fazemos. A expectativa de receber um salário motiva-nos a ir trabalhar todos os dias. A expectativa de passarmos um bom tempo motiva-nos a procurar os amigos. A expectativa de ser bem-sucedido motiva-nos a estudar para um exame. Pelo contrário, quando não temos expectativas ou elas são pobres ou fracas não nos animamos a fazer seja o que for.

O próprio Deus lida connosco com base em expectativas. Em Hebreus 11:1 lemos,

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.”

e, de novo no versículo 6,

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

A fé aponta para a expectativa. Mas, como diz o texto, é um firme fundamento, porque Deus não falha nem desilude. Por oposição, Satanás, o grande inimigo de Deus e nosso, tudo faz para frustrar as nossas expectativas. Ele faz isso de duas maneiras:

  • criando obstáculos e dificuldades à concretização de expectativas válidas e realistas.
  • contaminando as nossas expectativas com ilusões que nunca poderão concretizar-se.

Com a primeira estratégia ele pode causar dano que será mais facilmente ultrapassado porque conhecemos em Quem confiamos.

“Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia.” 2 Timóteo 1:12

Já no segundo caso as coisas são mais complicadas porque os fracassos sucessivos normalmente conduzem a uma frustração crescente, que gera amargura e, por fim, rebeldia contra Deus.

No texto de Malaquias percebemos uma grande amargura nas palavras do povo de Israel, que se traduz em violência verbal e desprezo pelo Senhor. Recuando às origens da nação, podemos recordar que se havia alguém com motivos para ter expectativas altíssimas acerca do seu futuro, e ainda assim estar seguro da sua concretização, era o povo hebreu. Desde o chamado de Abrão que tudo quanto dizia respeito a esta família que se fez nação estava alicerçado na Palavra, Promessas e Vontade de Deus. Era por isso um futuro infalivel!

Surge a questão: como chegaram então a este ponto? Eles deixaram que Satanás contaminasse as suas expectativas com ilusões. E as ilusões não têm nada que ver com a realidade. São desejos do coração, sonhos, devaneios e vontades que não têm alicerce em argumentos sólidos e verificáveis. Pensemos por um instante: o que diríamos de um empresário que todas as suas decisões de investimento baseado em “feelings” e palpites, ignorando os relatórios técnicos e os conselhos dos seus gestores? Provavelmente não lhe imaginamos um futuro muito auspicioso. No entanto, muitos vivem as suas vidas assim. A nação de Israel trocou as promessas seguras de Deus por ilusões. Eles começaram a olhar para os outros e a desejar o que eles tinham, muito embora eles tivessem coisas mais excelentes. Como consequência perderam tudo. As suas expectativas foram frustradas. Perderam a nação. Perderam a liberdade. Perderam o presente vivido à luz do futuro anunciado.

Tão grande frustração produziu neles uma amargura imensa. Ela é perceptível em muitas coisas que dizem contra Deus:

  1. Insensibilidade ao apelo de Deus. (vs.13)
  2. Falar contra Deus. (vs.14)
  3. Desprezar Deus. (vs.15)

A sua amargura gerou violência e conflito.  Esse é o fruto de expectativas irrealistas. Essa é a obra de Satanás. Mas, há outra atitude que podemos assumir. Trazer Deus para o centro das nossas vidas alinhará todas as nossas expectativas com a Sua vontade. Temer o Senhor, fazer memória do Seu Nome, e compartilhar a fé com os irmãos colocará as nossas vidas como memorial diante de Deus, e Ele nos tratará como o seu particular tesouro! Que benção!

Mas, este é o lugar mais difícil. Deus é Luz! É Verdade! Ele não muda! Tudo nEle é real, sem ilusões. Por isso, chegar mais perto de Deus significa confrontarmo-nos com a realidade das nossas vidas. É com isso que Deus lida. Isso não é fácil nem agradável. Pecado. Impotência. Necessidade. Fragilidade. Coisas que não gostamos de admitir. Mas, esse é o caminho para construir expectativas realistas e infalíveis acerca do nosso futuro. Pode parecer loucura aos olhos de muitos, mas aqueles que assim amam e buscam ao Senhor, sabem o que o futuro lhes reserva. E, entendem que este não se compara com as dificuldades, frustrações ou sofrimentos que tenham que suportar por um pouco de tempo.

Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; 2 Coríntios 4:17

Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Romanos 8:18

Há um dia preparado por Deus em que se verá outra vez a diferença entre aqueles que O temem e os que O desprezam. (vs.18) Põe em Cristo a tua confiança e expectativa e jamais serás confundido.

Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido. Romanos 10:11

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Gerir expectativas está disponível em Pregações (.mp3 e .pdf disponíveis)

Tomba-gigantes microscópico

Estes últimos dias têm sido penosos. Estive com gripe. Dores no corpo todo. Frio. Calor. Frio e calor ao mesmo tempo. 😉 Nariz tipo torneira a pingar. Olhos semi-cerrados sempre de lágrima ao canto. A cabeça noutra dimensão. Enfim, o serviço completo de “mal-estar” causado por essa criaturinha microscópica conhecida por vírus da gripe.

É impressionante o estrago que estas e outras criaturas que tais são capazes de fazer a alguém milhares de vezes maior. Os vírus e as bactérias são os verdadeiros tomba-gigantes. E, infelizmente para nós, somos o Golias! 🙂

Se há lição a aprender com tudo isto é que não importa o tamanho da arma – David usou uma pedra que apanhou no rio para derrotar o gigante Golias – mas, sim a eficiência com que é usada. Tropeçamos facilmente em pedras pequenas, em subtis desníveis da calçada, mas desviamo-nos com à-vontade dos buracos e pedregulhos.

No dia em que menosprezarmos o nosso inimigo começamos a perder a batalha. É verdade que Satanás anda ao nosso derredor bramindo como um leão (1Pd.5:8). Mas, creio que a maior parte das vezes não é a cara feroz de leão que nos mostra, mas sim a sedução de anjo de luz (2Cor.11:14). E, caímos.

Antes de um “grande pecado” há, normalmente, uma sucessão de “pequenos” pecados que não valorizamos e que são a razão da nossa queda.

A minha gripe não deixou consequências de maior. Ao fim de três dias foi-se embora, vencida por uma hecatombe de remédios. Matei o bicho! 🙂 O pecado, contudo, pode deixar marcas permanentes, cicatrizes para a vida. Mas, também tem bom remédio: arrependimento e confissão.

“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” (1João 1:8,9)

Olhar a Bíblia – Mateus 13:1-52

Os contos tradicionais infantis têm normalmente o que chamamos a “moral da história”. Isso significa que toda a história foi construída para levar os ouvintes a uma conclusão moral, às vezes difícil de compreender apenas num plano abstracto, mas, acessível à compreensão até mesmo pelas crianças, através das ilustrações vívidas de um enredo que todos podem entender. Ainda assim, a descoberta da moral escondida no conto é alcançada apenas por aqueles que procuram compreender esse significado escondido.

Um dos métodos preferenciais de Jesus para ensinar as profundas realidades espirituais era as parábolas. A parábola é como um conto. É uma ilustração concreta, usando elementos do dia-a-dia que todos conhecem, de uma realidade espiritual maior e mais profunda. Tal como nos contos, a compreensão do seu significado só está acessível àqueles que genuinamente buscam entendê-lo, considerando e guardando as palavras no seu coração. Com este exercício, Jesus dividia a sua audiência em dois grupos distintos: os discípulos sinceros que recebiam revelações espirituais acerca dos propósitos divinos, e os outros que ouvindo as mesmas palavras, não eram abençoados por elas, por que não criam.

Acho significativo que Jesus começasse a falar por parábolas depois dos acontecimentos desse dia (ver cap.12), em que muitos O rejeitaram e até planearam matá-lO. Estas pessoas que fecharam o seu coração para a Verdade, não receberiam nenhuma outra revelação. Não que Deus não desejasse salvá-los, mas, porque voluntariamente rejeitaram a Jesus. Este é um aviso sério para nós. Se desejamos discernir os mistérios de Deus, não podemos fechar a nossa vida à acção do Espírito Santo, sem O qual não poderemos entender as coisas espirituais.

Cada parábola que Jesus conta revela um aspecto fundamental do Reino de Deus. Entendê-las no seu conjunto significa manejar bem a Palavra, e ser capaz de aplicá-la nas diferentes circunstâncias, seja nas “coisas novas” ou nas “coisas velhas”.

parábola do semeador demonstra que a eficácia do Reino é segundo a Palavra. A Palavra de Deus é sempre eficaz, ou seja, produz sempre resultado, mesmo naqueles que a rejeitam. Nestes o fruto é a condenação, mas, nos que a recebem a Vida. Apesar de eficaz, a Palavra nem sempre é eficiente. Isto acontece porque a eficácia depende exclusivamente de Deus, que não falha, mas a eficiência – definida como a capacidade de atingir todo o potencial para a qual foi enviada – depende de nós, da maneira como a recebemos. Por isso, muitos que ouvem a Palavra, e alguns que até concordam e simpatizam com ela serão condenados. E, mesmo naqueles que a recebem, o fruto que neles é produzido é variável conforme o grau de obediência a que estão dispostos.

O Reino de Deus cresce no meio do mundo, rodeado de grande oposição e de interferência do Maligno. Este é o sentido da parábola do trigo e do joio. Os filhos de Deus permanecem no mundo. Vivem rodeados de pecado. Sofrem perseguição. Oposição. Influência. Satanás procura confundi-los. Não devemos estranhar estas coisas. No final, a Verdade será revelada, e escaparemos finalmente destas coisas.

Muitos apontam os cristãos como sendo “fracos”. “Coitadinhos, precisam da muleta de Deus!” A realidade é que apesar da aparência insignificante, frágil e pouco relevante o Reino de Deus crescerá e trará benção às nações. Quando guardamos com firmeza a Palavra nos nossos corações e permitimos que o Espírito Santo nos molde seremos uma benção para os que estão à nossa volta. Este é o significado da parábola do grão de mostarda.

Nada poderá travar a acção invisível de Deus. Tal como o fermento se esconde no meio da farinha, e não pode ser detectado até que a massa esteja levedada. A parábola do fermento ensina que a vontade de Deus prevalecerá. Que a nossa influência nem sempre se faz com alarido. Que “um pouco” pode produzir grandes resultados.

parábola do tesouro escondido e a parábola da pérola revelam uma verdade dupla acerca de como chegar ao Reino. A Graça de Deus encontra-nos muitas vezes em lugares inesperados. Como o homem que encontra o tesouro ao lavrar o campo. É nestes momentos em que Deus vem ao nosso encontro que precisamos tomar uma decisão – deixar tudo para ganhá-lO a Ele. Mas, também é necessário procurar diligentemente, como o homem que negociava pérolas. Toda a vida ele procurou, e quando achou, largou tudo para ganhar a melhor parte. Qual é o significado destas coisas? É que Deus veio ao nosso encontro quando ainda não O procurávamos, mas, só O encontraremos quando O buscarmos de coração.

Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos. Esta é a realidade da parábola da rede. Muitos são atraídos pela mensagem da Graça de Deus. Procuram alívio e descanso. Uma solução para os seus problemas. Têm prazer no provar do dom celestial, em participar das bençãos do Espírito Santo, na Palavra de Deus (Hebreus 6:4-8). Provam, mas nunca se arrependem. Provam, mas não entram na plenitude do gozo de Deus. Provam, mas continuam perdidos, enganando-se a si mesmos. Este é um alerta solene. Nem todo aquele que diz “Senhor! Senhor!” será salvo. Examina bem o teu coração.

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”

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Poderás consultar esta e outras reflexões na secção Olhar a Bíblia.

Clica aqui para ler Mateus 13:1-52