Zen ou Cristão?

Um artigo de Isabel Leal captou a minha atenção. Intitulava-se “Meditação em família” e defendia a tese de que “praticar meditação em família cria momentos de crescente harmonia e proximidade entre todos.”

Trazendo anexa esta imagem, fiquei surpreso com a possibilidade de haver uma defesa em espaço público da importância de uma vivência espiritual correcta, de base cristã, para o equilíbrio pessoal, familiar e emocional e social de qualquer ser humano.

A minha desilusão foi, por isso, grande ao ler afirmações como estas:

“A meditação é uma técnica muito simples. Oferece soluções concretas (…) Aos poucos a mente habitua-se a ter paz e já não pode passar sem ela. (…) Com meditação é ensinado conscientemente a obter outra realidade, uma realidade mais honesta. Fenómenos como a crise, a doença, infelicidade são ultrapassados com mais facilidade. (…) O importante é que meditem todos à mesma hora e sobre o mesmo propósito e que esse propósito seja positivo, claro! (…) Meditando todos vamos alargando ideias, alcançando novas visões, novas possibilidades, (…) Meditando todas as idades chegam a mesma informação. Egos são transcendidos. A energia atingida por todos que praticam Meditação é mais tarde ou mais cedo a mesma. (…) Muitas pessoas juntas a fazer Meditação já realizaram muitos sonhos porque a união faz a força e multiplica os resultados.”

A prática proposta é apresentada como a solução final para todo o tipo de problemas – um “salvador” sem corpo, nem identidade, à medida de cada um – doenças, vícios, conflitos, amarguras de alma, solidão, baixa auto-estima. Com solução tão acessível para os espinhos desta vida, o difícil é entender como é que o mundo não é um lugar bem melhor, quando tudo o que é necessário é pensar positivo e em coisas felizes.

É evidente que uma atitude positiva e optimista, ao mesmo tempo que ponderada, em relação à vida produzirá melhores resultados do que uma visão “catastrofista” da mesma. É esta tem sido uma falácia bem manejada por Satanás. O argumento é que não precisamos de um Salvador externo que nos venha livrar de nós mesmos e dos problemas, porque tudo o que precisamos está em nós. Somos inerentemente bons, e potencialmente capazes de atingir qualquer objectivo.

No entanto, a Bíblia diz que no homem não há nada de bom (Rm.3:10-18), e que a nossa existência aparte de Deus é sem esperança (Ef.2:12). Diz que precisamos de um Salvador que nos livre do mal (Rm.7:24)que há em nós e projecte a nossa vida para alcançar todo o bem que Deus preparou para nós (Jr.29:11). Diz que uma mente vazia – objectivo da meditação – é uma oportunidade para o diabo (Mt.12:44), e que ao contrário disso devemos estar cheios da plenitude de Deus, que nos inclinará à bondade, justiça e misericórdia (Gl.5:16-23).

Por que será que acreditamos mais facilmente que projectar a nossa mente no vazio salvará mais a nossa vida do que um Salvador real que provou o seu amor e poder ao morrer em nosso lugar numa cruz?

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