Une o meu coração a…

Um destes dias fiquei preso ao Salmo 86. Encontrei aí uma boa expressão da minha fé.

Nele, Davi, o salmista, mostra porque era um homem segundo o coração de Deus – ele tem uma visão correcta sobre si mesmo e sobre quem Deus é.

Quem é Deus?

Davi refere-se a Deus preferencialmente (7 vezes) como Adonai, Soberano SENHOR. Ele reconhece a acção de Deus na sua vida e na vida daqueles à sua volta. Em tudo Davi vê a mão de Deus. E, isso lhe traz conforto.

A realidade de Deus é mais do que uma noção religiosa ou mística, mas está presente em todos os aspectos do dia-a-dia.

Quem sou eu?

Davi assume-se um homem de fé, reconhece a transformação que Deus tem operado na sua vida e entrega-se ao serviço voluntário ao Senhor. Apesar de tudo isto – um cenário que normalmente apontamos como alvo na nossa experiência cristã, como sinal de maturidade – ele desconfia de si mesmo, assume a sua necessidade e clama por auxílio a Deus. Ele não se gloria naquilo que já alcançou.

A tua fé pode sempre crescer mais. A tua santidade é ainda um pálido reflexo da Perfeita Santidade de Deus. O teu serviço não O honra como Ele é digno.

Como me relacionar com Ele?

Quando enfrentamos dificuldades rogamos a Deus que nos socorra. Mas, entendemos o socorro de Deus no plano dos nossos interesses imediatos. Se estamos doentes, esperamos cura. Se falta dinheiro, uma oferta de amor. Se enfrentamos uma tentação, uma libertação miraculosa. No fundo, queremos que Deus preserve os nossos tesouros – aquilo que mais valorizamos e no realmente confiamos – esquecendo-nos que é a Ele, e ao Seu Reino que devemos buscar, valorizar e amar acima de todas as coisas.

coraçãoDavi pedia o auxílio de Deus. Mas, o que ele tinha em mente era algo diferente. Ele clama para que Deus o livre ensinando-lhe o caminho em que deve andar.

Na oração mais profunda de que me lembro das Escrituras, ele roga: “une o meu coração ao temor do Teu Nome.

A coisa mais preciosa que temos é conhecer o Senhor da Glória, o Soberano, o Santo. Esse conhecimento deve satisfazer-nos. Deve mover-nos a rogar que nunca nos afastemos dele. O nosso gozo e glória é que o Senhor trabalhe em nós – mesmo com sinais e maravilhas – demonstrando a todos que poder e a vitória não pode vir de nós, pertence ao Senhor a quem voluntariamente nos rendemos por amor.

E, tu? O que esperas de Deus?

 

 

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