Olhar a Bíblia – Mateus 15:21-39

Uma das coisas que me atrai em Deus é que Ele muitas vezes nos encontra em lugares e momentos inesperados. E repito, Ele nos encontra. Hoje fala-se muito em empreendedorismo, em “pensar fora da caixa”, ir além do que já foi feito ou pensado. Bem, o maior empreendedor da História é Deus. Ele, o todo-suficiente Deus, parte em busca daqueles que O rejeitaram. Ele, o Santo, Santo Santo, escolhe amar os pecadores. Ele, o Justo Juíz, redime os injustos pagando o preço para satisfazer a Justiça. Tudo na intervenção de Deus na História do Homem é além dos limites, além de tudo o que poderíamos sonhar e até mesmo desejar. Ainda assim, muitos O rejeitam. Mas, Ele continua a empreender, a surpreender, a ir mais além porque nos ama e não desistirá de nós.

O que faria Jesus sair do seu território natural, atravessar a fronteira, e entrar em território hostil? Alguns talvez pensassem que Ele fugia, afinal começava a levantar-se uma onda de contestação e oposição que já era indisfarçável. Talvez Ele fosse procurar asilo para escapar dos seus opositores. Nem mesmo os seus discípulos entendiam muito bem aquela escolha estratégica. É que apesar da oposição crescente por parte das estruturas religiosas, o povo estava com eles. Mas, seguiram-nO porque Ele era o Mestre.

O incómodo dos discípulos revelou-se quando uma mulher se abeirou deles e insistentemente procurava captar a atenção de Jesus. “Jesus, manda-a embora. Acaba com esta perturbação. Que ousadia esta mulher “impura” tem!” É então que Jesus surpreende ainda mais. Ele toma a sua defesa. Fala com ela. As suas palavras são exigentes para provar a sua fé. Perante a prova, a fé daquela mulher agiganta-se e Ele concede-lhe a benção desejada. E depois, regressa. No ar fica a sensação que o único motivo que O levou ali foi encontrar-se com aquela mulher. A graça de Deus não conhece limites de raça, língua, cultura, idade, sexo, ou condição social.

A iniciativa de Jesus contrasta bem com a falta de visão e expectativa dos discípulos. Primeiro, rejeitam ajudar uma mulher apenas porque ela não encaixa no padrão que eles definiram nos seus corações e mentes. Depois, perante a compaixão desafiadora de Jesus ficam paralizados pela falta de fé. “De onde nos viriam, num deserto, tantos pães para saciar esta multidão?” – perguntam aqueles que alguns dias antes recolheram doze cestos de sobras após alimentarem uma multidão de milhares.

Quantas vezes a vontade de Deus não esbarra na nossa indiferença ou incredulidade? O maior limite à acção de Deus somos nós.

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Poderás consultar esta e outras reflexões na secção Olhar a Bíblia.

Clica aqui para ler Mateus 15:21-39

 

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