“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29)

O Cordeiro chegou.

Tal como Deus avisara no Éden, o salário do pecado é a morte. O nosso pecado é uma ofensa tão flagrante e abominável à santidade de Deus que não pode passar sem castigo. A penalidade é a morte. No Éden, Adão e Eva, os primeiros pais, não expiraram o último folego após a desobediência. Embora imediatamente separados da glória de Deus, espiritualmente mortos, na Sua misericórdia e Graça, Deus concedeu-lhes anos de vida, pacientemente retendo o castigo para dar tempo ao arrependimento. Deus revelaria o caminho da redenção. Um caminho que sempre envolve morte e sangue. O pecado não pode ser redimido de outra forma. Ou a morte cai sobre o ofensor, ou, cairá sobre outro – o cordeiro. Ao longo da História milhões de animais foram sacrificados sobre o altar. O seu sangue, oferecido em fé, aplacava a ira de Deus e cobria os pecados. Cada um desses sacrifícios era uma sombra de outro maior, melhor, mais permanente.

Há um sacrifício feito desde a fundação do mundo, cujo sangue fala mais alto do que o de cordeiros oferecidos no altar. Um sacrifício que dá fundamento a todos os outros, meras sombras deste. Um sacrifício capaz de tirar os pecados, de purificar totalmente, de declarar justos os pecadores. Um sacrifício irrevogável, válido de uma vez para sempre, perfeitamente capaz de garantir a salvação de todos os que por ele se chegam a Deus. O sacrifício de um Cordeiro perfeito. O Cordeiro de Deus.

De um modo misterioso, a chegada do Cordeiro ao mundo torna visível o plano eterno de Deus. O Cordeiro escolhido de Deus, o seu Filho amado, Um com o Eterno desde o princípio, o Criador, a Vida, a Luz dos Homens, toma um corpo de carne e sangue. Um corpo necessário para morrer. Um sangue necessário para remir pecados. O Verbo encarnado veio ao mundo que criou para salvar. O mesmo é dizer, Jesus veio para morrer. Era essa a sua missão. Nada no percurso de Jesus foi acidental, imprevisível ou fatalista. No dia em que pendurado num madeiro clamou em alta voz: “Está consumado!” a razão da Sua vinda foi alcançada. O Cordeiro escolhido desde a fundação do mundo verteu o Seu sangue para concretizar a salvação de todos os que até ali, em fé, ofereceram outros sacrifícios. Naquele dia, também concretizou a salvação de todos os que viriam a nascer séculos e milénios depois, cujos pecados ainda não tinham visto a luz do tempo, mas, pela fé, olhariam para o Seu sacrifício e veriam nele a esperança de redenção.

O Cordeiro chegou.

O Cordeiro morreu.

O Cordeiro venceu.

“E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete pontas e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra.
E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono.
E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;
E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra.

E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares,
Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.
E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que estão no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.
E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre.” (Apocalipse 5:6-14)