Esperança

Hoje, ao chegar à garagem para levar as crianças à escola estranhei que a porta estivesse aberta. Tinha a certeza que a tinha fechado na noite anterior. Pensei: “Talvez tenha ficado mal fechada e abriu com uma corrente de ar.” Assim que entrei no carro percebi que algo não estava bem. Numa fração de segundo entendi tudo: fui assaltado!

Apenas mexeram no carro mas, ainda assim, o prejuízo foi elevado. Os óculos de sol, vários CD’s (sobretudo música cristã – oro para que sejam boa semente do Evangelho) e, o pior, a minha guitarra!

Esta é a segunda vez que sou assaltado. A primeira aconteceu há uns anos. Dessa vez foi a carteira. Há uma mistura de sentimentos que nos invadem em tais circunstâncias:

  1. Insegurança – a violação da tua intimidade, daquilo que sentes intocável é uma sensação muito desconfortável.
  2. Perda – hoje perdi alguns objectos irrecuperáveis que faziam parte da minha história.
  3. Intranquilidade – a sensação de que podia ter sido pior e que poderá voltar a acontecer.
  4. Medo – e se?
  5. Impotência – não há nada que possas fazer para mudar os acontecimentos.

Enquanto levava as crianças à escola veio à minha mente um texto em que ontem meditamos na IEAveiro:

Se no ouro pus a minha esperança ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança; se me alegrei de que era muita alinha fazenda e de que a minha mão tinha alcançado muito, (…) também isto seria delito pertencente ao juiz; pois assim negaria a Deus, que está em cima. (Jó 31:24-28)

Em meio à perda Deus proveu a consolação – a minha Esperança está em Alguém maior e melhor! Não posso negar Aquele que me sustenta a cada momento. Nas boas e menos boas circunstâncias o Seu Amor não muda nem falha. No Seu cuidado estou seguro. Obrigado, Aba Pai.

Sozinho, mas nunca só

joni-outdoors-4-18-11a-webA canção interpretada por Joni Eareckson Tada (podes saber mais sobre ela aqui), nomeada para os Óscares pelo filme “Alone Yet Not Alone” foi desqualificada pelo júri da Academia por violação das regras por parte do compositor Bruce Broughton. (ler mais aqui)

Embora a canção possa ter sido retirada da corrida, a sua mensagem jamais poderá ser anulada, apagada ou contrariada: “Sozinho, mas nunca só”!

Estou sozinho, mas nunca só
Deus é a Luz que me conduz ao lar
Com o Seu amor e mansidão
Guiando-me no deserto
E por onde possa andar
Estou sozinho, mas nunca só.

Não serei derrotado pelo medo
Ele é o refúgio que está perto, eu sei.
Na Sua força, eu encontro a minha
Pela Sua fiel misericórdia mostrada a mim
No Seu poderoso escudo
Todo o Seu amor é revelado.

Quando os meus passos estão perdidos
E desespero por direcção
Posso sentir Seu toque
A Sua presença calma ao meu lado

Sozinho, mas nunca só
Nunca esquecido quando vou só eu
Posso apoiar-me no Seu braço
E ser libertado do mal.
Se tropeço, ou se sou empurrado
Estou sozinho, mas nunca só.

Ele me cerca com Seu amor
Cuida de mim desde o alto
Todo o mal será vencido
Pois eu sei que salvo estou
Nunca amedrontado estando só eu
Pois, estou sozinho, mas nunca só

Jesus, a Rocha Eterna

9.Dezembro :: Jesus, a Rocha Eterna

Todos ansiamos por segurança. Buscamo-la na família, nos amigos, na educação, no emprego, no dinheiro, na fama, na saúde, no governo, nos bens. Sabemos por experiência que não podemos controlar nenhuma destas coisas e por isso tentamos  lançar alicerces amplos para que se alguma coisa falhar não fiquemos desprotegidos. Se faltar o dinheiro, que tenhamos a saúde. Se falhar a saúde, que nos valha a família. Que ilusão a de pensarmos que por nos apoiarmos em muitas coisas inseguras estamos em segurança! O que faremos quando tudo falhar?

O rei David passou por muitos momentos difíceis ao longo da sua vida. Nesses dias negros em que tudo parecia falhar e não via saída David não desesperou. Ele sabia que estava seguro. Quando velho, no seu leito de morte, David esclarece a razão da sua confiança:

 “Palavras de Davi, filho de Jessé; palavras do homem que foi exaltado, do ungido pelo Deus de Jacó, do cantor dos cânticos de Israel:

“O Espírito do Senhor falou por meu intermédio; sua palavra esteve em minha língua.

O Deus de Israel falou, a Rocha de Israel me disse: ‘Quem governa o povo com justiça, quem o governa com o temor de Deus, é como a luz da manhã ao nascer do sol, numa manhã sem nuvens. É como a claridade depois da chuva, que faz crescer as plantas da terra’.

A minha dinastia está de bem com Deus. Ele fez uma aliança eterna comigo, firmada e garantida em todos os aspectos. Certamente fará prosperar em tudo e concede-me tudo quanto desejo.

Mas os perversos serão lançados fora como espinhos, que não se ajuntam com as mãos;

quem quer tocá-los usa uma ferramenta ou o cabo de madeira da lança. Os espinhos serão totalmente queimados onde estiverem”. (2 Samuel 23:1-7)

David tinha uma confiança absoluta em Deus, porque Ele era a sua rocha. Tudo aquilo que é edificado sobre a rocha permanece inabalável mesmo na tempestade. A Rocha que firmava David era a mesma que protegia a Israel, e a mesma que hoje pode trazer-te segurança.

Porque não quero, irmãos, que vocês ignorem o fato de que todos os nossos antepassados estiveram sob a nuvem e todos passaram pelo mar.

Em Moisés, todos eles foram batizados na nuvem e no mar.

Todos comeram do mesmo alimento espiritual

e beberam da mesma bebida espiritual; pois bebiam da rocha espiritual que os acompanhava, e essa rocha era Cristo. (1 Coríntios 10:1-4)

Apesar disso muitos ainda O rejeitam, iludindo-se com falsas ideias de segurança. Mas, de Deus vem o aviso:

Este Jesus é ‘a pedra que vocês, construtores, rejeitaram, e que se tornou a pedra angular’. (Atos 4:11)

Jesus: o sinal de Deus :: Devocional

4.Dezembro :: Jesus, o sinal de Deus

No meio da adversidade, por vezes, é difícil discernir a presença e a intervenção de Deus. E, quando tudo à volta parece ruir, duvidamos que o plano d’Ele se vá cumprir em nós. Era este o contexto para o rei Acaz. Muitos anos depois das promessas iniciais de Deus sobre uma nação próspera sob a regência de Deus, tudo caminhava para um aparente fim. Depois do auge dos reinados de David e Salomão, a nação dividiu-se numa guerra civil que se perpetuou, e agora a facção rival aliava-se a um poderoso inimigo para o golpe final. O coração do rei tremia. O coração do povo fraquejava. O plano de Deus aparentemente falhava.

Mas, Deus não estava ausente. Através de Isaías, um profeta, Deus conforta o rei Acaz com promessas de vitória e restauração. E, perante a incredulidade dele, oferece-lhe um sinal profético:

“E continuou o SENHOR a falar com Acaz, dizendo: Pede para ti ao SENHOR teu Deus um sinal; pede-o, ou em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas.

Acaz, porém, disse: Não pedirei, nem tentarei ao SENHOR.
Então ele disse: Ouvi agora, ó casa de Davi: Pouco vos é afadigardes os homens, senão que também afadigareis ao meu Deus?

Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.”
(Isaías 7:10-14)

A validade da promessa divina seria confirmada por um sinal impossível de ignorar: uma virgem dar à luz um filho. A clareza do sinal tinha como propósito confirmar a fé daqueles que o reconhecessem. E, a impossibilidade de ele acontecer por acaso, confirmava a intervenção de Deus.

Este sinal profético, olhava para o futuro. Um futuro onde todas as promessas de Deus se cumpririam, triunfantemente, num só Homem, o Messias. Esse dia já chegou:

“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.”
(Mateus 1:18)

“E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.
E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.
E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta.
Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.
E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus.
Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai;
E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.
E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?
E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.
(Lucas 1:26-35)

“E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi),
A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz.
deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.”
(Lucas 2:4-7)

Quando a tua fé fraquejar e parecer que Deus falhou contigo, lembra-te do sinal que foi dado como garantia da fidelidade de Deus: um menino nascido de uma virgem, pelo poder do Espírito Santo.

Post Silentium, Prædicans

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Depois do silêncio, a prédica.

Durante a maior parte do ano estive em silêncio blogosférico. Contam-se pelos dedos os posts que publiquei. Senti necessidade de fazer uma espécie de retiro espiritual, Selah, uma pausa para meditar. A agitação dos dias, por vezes, impede-nos de escutar com clareza a Voz do Santo.

Muito mudou nestes meses. Maiores responsabilidades na IEAveiro. Melhor foco na Obra. Mudança de cidade. Filho J. no 1ª ano do Ensino Básico. Em tudo a Mão Soberana do Pai nos conduziu. Estou certo que continuará a fazê-lo.

“O nosso profundo desejo é que cada um de vocês continue com entusiasmo até ao fim, para que, de fato, recebam o que esperam. Não queremos que se tornem preguiçosos, mas que sejam como os que creem e têm paciência, para que assim recebam o que Deus prometeu. E assim nós, que encontramos segurança nele, nos sentimos muito encorajados a nos manter firmes na esperança que nos foi dada.Essa esperança mantém segura e firme a nossa vida, assim como a âncora mantém seguro o barco. Ela passa pela cortina do templo do céu e entra no Lugar Santíssimo celestial. Foi lá que, para o nosso bem, Jesus entrou antes de nós. E ele se tornou para sempre o Grande Sacerdote.” (Hebreus 6:11-12, 18-20, NTLH)

Há 4 ideias que captam a minha atenção neste texto. Elas reflectem bem aquilo que o Senhor me ensinou neste tempo.

  • Entusiasmo. A nossa vida com o Senhor não pode ser um aborrecimento, nem um peso. Muito menos uma lista de obrigações. Ele deve ser a satisfação da nossa alma. (Isaías 51:11, Isaías 24:14, Jeremias 15:16, Atos 13:52, Salmos 43:4, Eclesiastes 5:20, Salmo 23) A vida abundante que Cristo dá, as suas promessas infalíveis, são motivo de alegria e satisfação para todos os que entendem o que o Senhor, por Graça e de graça, fez nas suas vidas.
  • Dedicação. Não à preguiça! Basta de nos acomodarmos com o que temos alcançado. Há muito mais que Deus quer realizar em nós. Entrega-te ao serviço da piedade e da misericórdia. Glorifica a Deus com o teu viver. Faz disso o teu alvo. E, resiste, pacientemente, a tudo o que quer desviar-te desse caminho. (João 2:17, Romanos 12:11, Romanos 12:8, Hebreus 6:11)
  • Segurança. A nossa segurança está n’Ele – Jesus, o Grande Sacerdote. Não somos aceites por Deus por mérito nem por vontade própria. Mas, Deus que nos amou desde o princípio salvou-nos, e deu-nos Cristo, para que entrasse antes de nós, abrindo o caminho para o Pai. E, como uma âncora firme, Ele (Cristo) coloca-nos, santos e irrepreensíveis, na presença do Deus Santo. E nada mudará isso! (1 João 4:19, Efésios 5:2,  1 João 4:10, João 3:16, 2 Tessalonicenses 2:16, Romanos 8:28-39)
  • Esperança. Viver com estas coisas em mente é o que significa ter esperança. Aguardamos o dia em que finalmente estaremos com o Senhor. A nossa satisfação n’Ele, o nosso zelo pelo Seu Nome, e a segurança que temos no Seu Amor por nós mantém segura e firme a nossa vida. A melhor defesa contra o pecado é ocupares-te com as coisas de Deus. (Romanos 15:13, Salmos 71:5, Salmos 146:5, 1 João 3:3, Jó 4:6)

Quanto a mim, estou pronto para seguir o meu caminho com o Senhor, até ao fim. E, tu?