Olhar a Bíblia – Mateus 16:1-12

As nossas estradas estão cheias de sinais de trânsito. Eles são fundamentais para uma circulação segura de pessoas e veículos. Os sinais alertam para as regras, trazendo à memória e confirmando aquilo que nos foi ensinado. Há diferentes atitudes que podemos assumir perante os sinais. Podemos reconhecer o sinal, entender o seu significado, e ignorarmos ou não nos preocuparmos com as indicações. Estes são os descuidados. Podemos deliberadamente desobedecer e rejeitar a autoridade do sinal. Estes são os rebeldes. Qualquer uma destas atitudes, embora diferente nas suas motivações, produzirá o mesmo resultado: desobediência e castigo. Mas, há uma outra atitude. Podemos ver o sinal, e, mesmo não entendendo bem o seu significado, procurarmos obedecer. Podemos questionar alguém, indagar junto de um agente de autoridade, acatar a instrução e obedecer.

Os fariseus e os saduceus aproximaram-se de Jesus questionando-o acerca dos sinais. Apesar da sua atitude parecer apropriada, Jesus sabia que a sua intenção não era. Muitos sinais e maravilhas haviam sido feitos e nenhum deles tinha servido para confirmar a missão de Jesus para estes homens religiosos. A acção de Jesus assentava em dois pilares: ensino e milagres. O propósito dos últimos era confirmar a autoridade daquilo que Jesus ensinava. O problema dos religiosos daqueles dias – e dos nossos também – era que o ensino de Jesus chocava com as suas próprias convicções e conveniências. E, por isso, eles se recusavam a aceitá-lO.

Jesus responde com um enigma. O sinal do profeta Jonas. A correcta interpretação dos sinais vem da observação sistemática de causa-efeito. É assim que prevemos o tempo. Estes religiosos eram homens experimentados nas Escrituras e Profecias. Eles eram os mestres que ensinavam o resto do povo. O que Jesus estava a dizer-lhes é que eles deveriam interpretar as Escrituras da mesma maneira que interpretavam o tempo: observando os sinais antigos, as profecias, e procurando reconhecer os seus efeitos e cumprimento ao longo dos tempos. Esses sinais apontariam claramente para Cristo. E o derradeiro desses sinais seria o do profeta Jonas. Se eles fossem honestos e sinceros diante de Deus entenderiam o seu significado.

Diferente atitude tiveram os discípulos. Eles também não foram capazes de interpretar bem os sinais de Jesus. Mas, ao contrário dos fariseus e saduceus, não foi por causa da dureza de coração. Estes homens simples, alguns pouco instruídos, estavam a aprender. E, Jesus quis ensiná-los acerca da maneira certa de fazer isso. Falou-lhes de fermento. Eles confundiram tudo e pensavam que Jesus estava a dar-lhes um ralhete. Jesus lembrou-lhes sinais que eles tinham testemunhado para demonstrar que a sua preocupação não era, como a deles, material e mundana, mas antes, espiritual e eterna.

Para interpretarmos bem os sinais que Deus coloca à nossa vida precisamos guardar-nos de tudo o que possa contaminar a nossa abertura e disponibilidade para aprender. O pecado, as conveniências, as tradições, o orgulho, a presunção, a excessiva auto-confiança são como o fermento. Têm uma presença invisível no modo como nos relacionamos com Deus e a Sua Palavra. Mas, apesar de invisível, os seus efeitos não tardarão a sentir-se, como o fermento que leveda toda a massa.

.

_____________________________________________________________________

Poderás consultar esta e outras reflexões na secção Olhar a Bíblia.

Clica aqui para ler Mateus 16:1-12

Anúncios

Partilha os teus pensamentos:

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s