“Carne vale”

Há um estranho equívoco em alguém que pensa: “Vou pecar o mais que posso hoje, porque amanhã já não posso!”. Quem assim pensa, não está pronto para ser perdoado, justificado e santificado. A contrição genuína diante de Deus conduz ao abandono do pecado, e não se detém para gozar só mais um bocadinho antes de mudar de vida. Quando entendemos, convencidos pelo Espírito Santo, a nossa depravação, a perfeita santidade de Deus, e a justa ira e juízo que pairam sobre nós, não desejamos outra coisa que não seja abandonar esse estado miserável em que nos encontramos. Quem abusa da Graça de Deus – o dom imerecido do perdão de pecados e vida eterna em Cristo – está ainda longe de a alcançar.

Nestes dias um pouco por todo o mundo festeja-se o Carnaval. Esta festa que nasceu pagã (Grécia, aprox. 600 A.C.) “cristianizou-se” no séc. VI, simbolizando o “adeus à carne” – carne vale, lat. – uma oportunidade de dar lugar a todos os prazeres mundanos antes do recolhimento espiritual que precede a celebração da Páscoa. Há, no entanto, uma idéia perniciosa neste raciocínio: a de que escolher Deus é ficar a perder. Assim, antes de me voltar para Deus, vou aproveitar o pouco que me resta dos prazeres desta vida. E, fazemos o luto à carne com grande estrondo e exuberância.

A carne, segundo as Escrituras, indica a nossa natureza dissociada do Espírito Santo. É a pessoa dirigida apenas pelos seus instintos e prazeres físicos. Indica também a nossa inclinação para os prazeres mundanos, entenda-se pecaminosos, ao invés das coisas santas e espirituais. A carne é a nossa natureza sem Deus.

Se eu amo mais a minha velha vida/natureza do que amo a Deus, não posso alcançar Salvação. Infelizmente, muitos são os que encaram esta situação com aparente naturalidade. Vivem projectando um alter ego (lit. outro eu) que lhes permite viver os prazeres da carne ao mesmo tempo que buscam a santidade. Este verdadeiro distúrbio de personalidade só tem um problema: não podemos iludir a Deus. Ele dará a cada um segundo as suas obras.

“Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” (1Cor.6:20)

Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação.
(1Ts.4:7)

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