Obrigado pelo dói-dói

Ontem à noite, e sem saberem um do outro, o J. e I. escolheram o mesmo motivo de agradecimento na oração da noite. O dói-dói que tinham tratado pouco antes!

Ouvi-los orar: “Obrigado, Senhor Jesus, pelo dói-dói e pelo curativo. Amén!” envergonhou-me perante o Senhor. Afinal, tenho (temos) tanta dificuldade em gerir as dores que surgem no caminho. Preciso aprender com eles. A ferida dói, mas passa. Faz parte do processo de aprendizagem. O curativo é suave. E, bom. O Pai consola. Encoraja. Por que não havemos de ser gratos?

Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (1Ts.5:18)

Papá Super-Herói :)

Hoje de manhã o J. esteve a fazer um desenho…

Segundo ele é o papá super-herói e o J. 🙂

Lembrei-me de texto que cito no livro “Oracão – O poder esquecido do Cristão” e que transcrevo a seguir.

“Santificado seja o Teu Nome, “é também o pedido natural de uma criança que ama o seu “Aba”, o seu Papá. Como sabemos, o coração da criança magoa-se profundamente ao ver os pais desonrados ou atacados. Tal ataque abala as próprias fundações da existência da criança, pois os pais são o seu mundo. (…) esta é a oração de um filho que adora o seu pai, de um filho zeloso de seu pai. Importante também é sentir o anseio de que o “Aba”, que neste caso é realmente o maior, seja reconhecido como tal. Importa ponderar, meditar neste facto, quem sabe até chorar de tristeza diante da constatação de que Deus não é considerado assim. Importa sentir o abalo da criancinha que se depara com pessoas que não acham a sua mãe ou o seu pai o maior e melhor do mundo. E precisamos então transferir esse abalo para a falta de admiração e confiança que o mundo humano demonstra em relação ao nosso Pai que está nos céus.” (Dallas Willard, in A Conspiração Divina (2 p. 287))

A fornalha :: Devocional

3.Abr :: Provérbios 17:3

A prata e o ouro são metais preciosos por causa da sua escasez na Natureza. No entanto, é devido à sua beleza estética que se tornaram tão cobiçados e desejados pelo Homem. Para alcançar essa beleza admirável eles são submetidos a um processo violento de purificação. Temperaturas altíssimas levam os metais ao estado líquido, permitindo separá-los das impurezas. Durante o processo, o fundidor não tira os olhos do precioso metal. O processo é rigoroso a fim de não estragar o resultado que se espera. Quando é possível ver o reflexo do ourives na prata ou no ouro, eles estão prontos para revelar todo o seu esplendor!

Que bela imagem do modo como Deus lida com os seus filhos! A prova dos nossos corações é necessária para nos levar ao potencial máximo para o qual fomos criados e resgatados. O processo é muitas vezes doloroso, como se estivéssemos numa fornalha, mas Deus não tira os olhos de nós. Não estamos sós, nem esquecidos. E, quando finalmente a nossa vida reflectir o carácter perfeito de Deus, estamos prontos para manifestar à nossa volta a beleza da santidade de Deus.

  1. Tens sentido o calor da “fornalha” de Deus na tua vida? Como tens reagido a esses momentos?
  2. Perante o que meditaste no texto de hoje, o que é que Deus prova ao permitir que passes por essas circunstâncias difíceis?
  3. Quando pedes a Deus por mais santidade, mais comunhão, mais paciência, etc., isso significa que Ele vai mexer com a tua vida e isso nem sempre será fácil. Já tinhas pensado nisso? Fica em reverência perante Deus e abre-lhe o teu coração.

Prova de Amor :: Devocional

8.Mar :: Provérbios 3:11-12

Os meus dois filhos são crianças cheias de vida e aparentemente têm uma energia inesgotável. Gostam de aprender, de explorar, de ultrapassar os seus limites. Como pais, temos a grande responsabilidade de orientar o seu desenvolvimento. Isso significa um equilíbrio por vezes difícil entre liberdade e restrições, encorajamento e repreensão, carinhos e castigo. A perfeição do Amor que temos por eles traduz-se não só nas coisas boas que procuramos dar-lhes, mas de igual modo, mas coisas que lhes negamos e na repreensão pelo mal que fazem.

A felicidade da liberdade não está em fazermos tudo o que queremos, mas em desfrutar em segurança e com equilíbrio do espaço que as regras nos impõem. A liberdade sem regras não traz felicidade. Gera conflitos. Invejas. Ofensas. Ansiedade. Perigos.

  1. Deus coloca-se num relacionamento connosco como de um Pai e filho. Por comparação, que diferenças encontras entre outros níveis de relacionamento também presentes nas Escrituras, p.ex., Senhor-servos, Criador-criatura, Deus Soberano-homem dependente?
  2. Achas que pensar em Deus como Pai diminui qualquer um dos outros níveis de relacionamento? Porquê?
  3. Não gostamos de ser repreendidos. Mas, Deus diz que isso é uma prova de Amor. Como pode ser isso?
  4. Recorda algum momento em que tenhas sentido a repreensão de Deus. Como te sentiste na altura? E agora, olhando para trás, como te sentes em relação a isso?

O abraço

Os meus filhos são a melhor ilustração do relacionamento que preciso buscar com Deus.

Ontem, o J. descobriu uns sapatos que a S. lhe tinha comprado. Primeiro, confirmou comigo se eram mesmo para ele. Quando lhe respondi que sim, disse muito contente:

“Papá, posso ir dar um abraço à mamã? 🙂

Amor gera amor. Quando sentimos a nossa vida tocada por um gesto de amor de alguém, temos uma inclinação natural em expressar o quão felizes ficámos.

À vista de tudo quanto Deus te tem dado tens corrido muitas vezes para Ele para Lhe dares um abraço de Amor?

“Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas jóias.” (Isaías 61:10)