Milagres e Ciência

O Diário de Notícias faz hoje uma chamada de capa em grande destaque a respeito de uma das mais extraordinárias experiências  do Êxodo –  a travessia do Mar Vermelho.

Ciência explica milagre de Moisés

Um vento de cem quilómetros por hora permitiria separação das águas, mas não no mar Vermelho

Segundo a Bíblia, Moisés ergueu as mãos para o mar Vermelho e durante toda a noite Deus separou as águas com um forte vento de leste para permitir a fuga do povo hebreu do Egipto para a Palestina. De manhã, quando o exército do faraó os tenta seguir, foi engolido pelas águas. Agora, uma nova simulação de computador concluiu que um fenómeno natural pode realmente ter permitido este milagre, mas não no mar Vermelho. (Fonte: DN)

Neste artigo pode ler-se que um grupo de investigadores fez uma simulação de computador a partir da qual chegou à conclusão que afinal o milagre não é assim tão milagroso! Eis um resumo das conclusões:

– a separação das águas tem por base as leis da física

– um vento na ordem dos 100 km/h pode separar águas pouco profundas (1,8 mt profundidade)

– teria de soprar durante pelo menos 8 horas, sempre na mesma direcção

– isso abriria um percurso durante 4 horas

– o parar do vento provocaria uma rápida inundação

– Ah, por último, o milagre não poderia ter acontecido no Mar Vermelho!

Esta é a ciência que pretende descredibilizar o relato bíblico?!? Propondo uma explicação que tem uma probabilidade de ocorrência simultânea que eu diria mínima, e ainda por cima, noutro lugar? Imaginem só:

O povo marcha até aos limites do mar. O exército de Faraó vem em seu alcance. De repente, que coincidência, começa a soprar um vento de 100 km/h – quase ciclónico! – durante 8 horas, na direcção do mar, com velocidade constante, abrindo um percurso nas águas, durante um período de 4 horas, pelo qual quase um milhão de pessoas, animais, e carga passaram, enfrentando ventos que mal permitem que uma pessoa se segure em pé. E, no momento exacto em que chegaram à outra margem, o vento pára e as águas submergem todo o exército de Faraó. Ah!, é claro que tudo isto não aconteceu no mar Vermelho, mas numa zona baixa do delta do rio Nilo. Uau! Quais são as probabilidades de uma coisa destas acontecer?

O propósito da minha ironia serve para chamar a atenção para algo importante – explicável ou não, o facto de ter acontecido como aconteceu inclui Deus no processo. E, Deus demonstrou, para além de qualquer dúvida, que sempre virá em nosso auxílio quando clamarmos. Nem que seja necessário causar uma conjugação de factores improváveis necessários à ocorrência de um milagre!

“Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.” (Rm. 1:21-22)

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