Este mundo não é para velhos!

Ontem foi amplamente noticiado em todos os media que o número de idosos abandonados pelas famílias nos serviços de saúde e de prestação de cuidados sociais tem aumentado grandemente no último ano. A justificação imediata é a malfadada crise.

No entanto, as dificuldades financeiras não podem justificar tais atitudes. A falta de dinheiro não explica a falta de amor, de respeito, de dedicação, da honorabilidade devida a quem dedicou a vida a fazer de nós aquilo que somos. Não explica por que não se visitam os pais que estão nos lares de acolhimento. Não explica a “terapia do silêncio” a que muitos estão sujeitos mesmo em suas casas. Não explica os abusos físicos, emocionais e psicológicos a que são submetidos.

A degradação do conceito de família em muito tem contribuído para este estado de coisas. Hoje há famílias para todos os gostos: as tradicionais, monoparentais, partilhadas, remix,  em regime de visita, monossexuais. Quando não é possível ter uma estrutura elementar de organização familiar estável e sadia, onde seja possível ensinar valores de respeito pela vida humana, não podemos esperar que haja comportamentos que dignifiquem a família.

A sociedade olha para os mais velhos como um estorvo. Não servem para trabalhar, e no entanto, têm uma vastíssima experiência profissional adquirida. Não servem para aconselhar, porque apesar da vida os ter feito sábios são tidos como incapazes de perceber as novas realidades. Não servem para educar, porque não se encaixam nos novos modelos de família. E, quando finalmente começam a precisar de cuidados, são lançados fora como “coisas” inúteis.

Que perversão dos propósitos divinos!

“Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião; e temerás o teu Deus. Eu sou o SENHOR.” (Levítico 19:32)

“A glória do jovem é a sua força; e a beleza dos velhos são as cãs.” (Provérbios 20:29)

Se hoje ensinamos pela prática os nossos filhos que é legítimo tratar assim os velhos e os pais, como esperamos que eles nos mostrem o respeito que lhes exigimos? E, como arrazoaremos com eles amanhã quando nos fizerem o mesmo, ou pior?

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