“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” (João 1:11)

As Escrituras contam a história de como Deus se revela à sua criação, em particular ao Homem. Desde o Éden que o Senhor chama o Homem à comunhão com Ele. Deus visitava Adão e Eva na viração do dia. Que conversas deveriam ser essas! Quando os primeiros pais pecaram, foi de Deus a iniciativa de os procurar, e, ao mesmo tempo que decretava o castigo, proclama a maior esperança de todas – um dia, um nascido de mulher, esmagaria a cabeça da serpente, conduzindo-nos de volta a Deus.

À medida que a narrativa bíblia avança, Deus, na Sua infinita sabedoria e misericórdia chama Abraão para, a partir dele e da sua descendência abençoar todas as nações da terra. A este povo, escolhido dentre todos os povos, Deus revelou-se sobremaneira. Deu-lhes a Lei, os profetas, os sacerdotes e o templo, e uma experiência vívida e próxima da Sua presença.

“Tu que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus;
E sabes a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei;
E confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas,
Instruidor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei;” (Romanos 2:17-20)

Foi aos judeus a quem Deus contou os planos sobre o Messias que havia de conciliar toda as coisas. As profecias eram tantas, e tão específicas. Parece quase impossível que quando o Messias finalmente viesse, os seus não O conhecessem. No entanto, quando Jesus, o Messias veio, cumprindo as profecias, eles não O receberam.

“Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra; porque o Senhor tem falado: Criei filhos, e engrandeci-os; mas eles se rebelaram contra mim.” (Isaías 1:2)

O povo usou a graça amorosa de Deus para dar lugar ao orgulho, arrogância e rebelião. As fortes tradições religiosas cegaram-nos para o próprio pecado. Os preconceitos sobre o Messias obscureceram o tipo de Salvador de que necessitavam. Por isso, rejeitaram Jesus. Montaram-lhe armadilhas e foram envergonhados. Conspiraram e foram frustrados. Amesquinharam e zombaram. Acusaram injustamente. E, não desistiram. Até à morte. Até à Cruz. Os seus não O receberam.

“Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens,
Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,
Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador;
Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.” (Tito 3:4-7)

A altivez humana não pode parar os planos de Deus. Uma vez completa a obra que veio realizar, Jesus envia os discípulos no poder do Espírito Santo a proclamar o Evangelho da Salvação. E, muitos crêem. Tantos que são uma multidão que ninguém pode contar. Os seus. Os que são chamados pelo Seu Nome. O Amor nunca falha.